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Apenas 2,5% das crianças trans mudam de ideia após cinco anos

Estudo acompanha cerca de 300 crianças entre 3 e 12 anos em transição nos Estados Unidos e Canadá

6 mai 2022 - 15h21
(atualizado em 18/5/2022 às 17h43)
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Resultados da pesquisa sugerem que as chamadas retransições são infrequentes
Resultados da pesquisa sugerem que as chamadas retransições são infrequentes
Foto: iStock

A transexualidade é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) uma condição relacionada à saúde sexual e significa que a pessoa transgênero não se identifica com o sexo biológico atribuído no nascimento. E isso pode acontecer ainda na infância – uma situação cercada de muitos tabus e preconceitos, o que dificulta a aceitação da própria identidade. Mas uma pesquisa do projeto TransYouth identificou que apenas 2,5% dos participantes que fizeram a transição, em média, aos 6 anos meio, mudaram de ideia após cinco anos.

O projeto TransYouth é um estudo longitudinal em grande escala, com o objetivo de acompanhar cerca de 300 crianças transgênero entre 3 e 12 anos em transição, em 45 estados dos Estados Unidos e províncias canadenses, por 20 anos. Os participantes, em sua maioria, são de famílias com boas condições financeiras e que apoiam a transição.

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De acordo com o relatório publicado no periódico científico "Pediatrics", quase a totalidade das crianças do grupo pesquisado ainda se identificava com seu novo gênero após cinco anos. Muitos, inclusive, iniciaram tratamentos hormonais na adolescência em busca de mudanças biológicas para melhor adequação à nova identidade de gênero. E apenas 2,5% voltaram a se identificar com o sexo biológico.

Os resultados do estudo sugerem que as retransições são infrequentes, sendo que “os jovens transgêneros que fizeram a transição social em idades precoces continuaram a se identificar dessa maneira”.

O estudo teve início em 2013, época em que a discussão sobre a transexualidade ainda não era tão comum, assim como a transição de crianças trans. No Brasil, não existem dados específicos sobre a questão, mas o assunto entra na pauta sob outros recortes, como o da violência. Um estudo realizado em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), mostra, por exemplo, que entre 120 famílias, 77,5% de crianças e adolescentes transgêneros entre 5 e 17 anos foram vítimas de bullying no ambiente escolar. A pesquisa organizada pelo Grupo Dignidade em 2021 ouviu familiares de alunos trans de 62 cidades brasileiras.

 

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Fonte: Redação Nós
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