YouTuber de 9 anos gasta US$ 118 mil no cartão corporativo do pai em seu canal de Minecraft

Situação é descrita pelo pai como um "choque de realidade", não sabendo agora se ainda tem emprego e se terá de devolver o dinheiro

16 set 2026 - 16h51
(atualizado às 16h53)
YouTuber de 9 anos gasta US$ 118 mil no cartão corporativo do pai em seu canal de Minecraft
YouTuber de 9 anos gasta US$ 118 mil no cartão corporativo do pai em seu canal de Minecraft
Foto: Reprodução / Mojang

Um YouTuber de 9 anos gastou US$ 118 mil (mais de R$ 600 mil na cotação atual) para divulgar seu canal de YouTube usando o cartão de crédito corporativo do pai. A história veio à tona quando o pai do garoto usou o canal do filho, chamado Mighty Mike Plays, para explicar a historia no vídeo "Mensagem do Pai...Mighty Mike Plays Acabou".

David Sarkisyan foi quem ajudou seu filho Mike a criar uma conta e gravar os primeiros vídeos no YouTube jogando Minecraft e Roblox. A criança, na época com 8 anos, decidiu que queria fazer isso após ver outras pessoas gravando seus jogos favoritos enquanto jogavam.

Publicidade

“Então, o primeiro vídeo que ele fez teve, tipo, umas cinco visualizações. Nada acontecia, não havia engajamento, mas, sabe, ele adorava. Ele curtia muito. Todo santo dia ele perguntava: ‘Pai, posso fazer outro vídeo? Posso ir gravar?’, e eu respondia: ‘Claro, pode sim’. Para ser sincero, eu também adorava — poder sentar ao lado dele, vê-lo jogar e sentir aquela empolgação genuína", disse Sarkisyan (via VGC).

Em seguida, ele disse que seu maior erro foi usar o cartão de crédito da empresa para comprar Robux (moeda do Roblox) para o Mike e não remover os dados do cartão.

“O que eu não levei em conta, nem por um segundo, foi que salvar o cartão da minha empresa significava que ele ficaria ali parado, praticamente disponível a qualquer momento em que ele abrisse um aplicativo por conta própria”, disse ele.

Publicidade

Compra de anúncios no YouTube virou dor de cabeça

Foto: Reprodução / Mojang

O filho de Sarkisyan ficou chateado pelos vídeos no canal não estarem tendo muitas visualizações, então o pai pegou o cartão corporativo que ele usava para criar campanhas de marketing digital para a empresa onde trabalha, e comprou US$ 20 em receita para divulgar o canal de Mike. 

“Acho que investi uns US$ 20 numa pequena campanha de anúncios, só para fazer com que um dos vídeos dele fosse visto por algumas pessoas”, explicou ele. “Nada demais, nada sério. E, enquanto fazia isso, fui meio que falando sozinho e explicando o processo: você define um orçamento, escolhe quem vai ver, clica para rodar, o anúncio entra em análise, vai ao ar, etc."

Foto: Reprodução / Mojang

“Não imaginei nem por um segundo que isso fosse virar um problema. Um erro enorme da minha parte. Acontece que ele estava prestando muito mais atenção do que eu imaginava. Pouco tempo depois, descobri que ele basicamente tinha entrado lá e criado as próprias campanhas e tudo mais.

“O problema é o seguinte: onde eu tinha colocado US$ 20, ele não entendeu que aquilo deveria servir como algum tipo de limite. A lógica era simples, imagino: mais dinheiro, mais visualizações. Enfim, o resultado é que uma criança de 9 anos acabou tendo acesso a uma conta de anúncios sem limites. E o cartão de crédito simplesmente aprovava todas as vezes, não importava o que acontecesse. Ele não acha que o que está fazendo é errado.”

Publicidade

Empresa questionou sobre os US$ 118 mil na fatura do cartão corporativo

Foto: Reprodução / Mojang

Sarkisyan percebeu o problema quando foi chamado para uma reunião no escritório da empresa.

“Eu me sentei. Não estava apenas o meu gerente na sala. Havia um monte de gente do corporativo. Pessoal do financeiro. Havia alguém da área financeira com um notebook. Eles puxaram uma mesa. Um detalhamento completo dos gastos com publicidade das últimas três semanas, pelo visto. E me perguntaram com muita calma — o que, honestamente, acabou piorando a situação: ‘Ei, você pode explicar os US$ 118 mil gastos nesta conta?’"

“Fiquei encarando aquilo porque, na minha cabeça, fui fazendo as contas e caiu a ficha: ‘Caramba, isso é algo que meu filho provavelmente fez’. Entrei em crise pessoal naquele momento. Os números na tela à minha frente tinham uns cinco dígitos a mais do que deveriam.”

Foto: Reprodução / Mojang

No momento da publicação deste texto, Sarkisyan não sabia dizer o que iria acontecer com ele. Se ainda estava empregado ou se precisaria devolver o dinheiro à empresa.

“Sabe, não é aquele tipo de situação de história engraçada em que tudo acaba bem. Quer dizer, ainda não. Existe uma chance real e concreta de que eu acabe tendo que pagar parte ou a totalidade disso do meu próprio bolso."

Publicidade

“E nós não somos uma família com uma fortuna de seis dígitos parada em algum lugar. Essa não é a nossa realidade. Então, ainda estou esperando para saber se continuo empregado. Preciso descobrir se isso vai sair diretamente do meu bolso.”

O que acontecerá com Mike

Foto: Reprodução / Mojang

Falando do seu filho Mike, Sarkisyan disse que ele será punido pelo que fez, mas ainda não sabe exatamente o grau da punição que ele receberá, além de não poder mexer no canal de YouTube por enquanto.

“Eu cheguei a fazer uma lista do que fazer com o Mike nessa situação. Ele vai ser punido. Vou ter uma conversa séria com ele. Vou tirar os iPads, os PlayStations. Ele certamente vai ficar cortando grama até fazer 18 anos, ou algo do tipo."

“Cheguei até a pesquisar como funciona o processo de adoção, só por curiosidade. Estou brincando, é claro; ninguém vai ser adotado. Mas, para ser sincero, por um minuto inteiro, tive uns pensamentos meio malucos."

Publicidade

“Na verdade, olha, ele é nosso filho. Nós o amamos. Vamos resolver isso juntos, como família. Mas, sabe, naquele momento específico, encarando um prejuízo de seis dígitos com gastos de publicidade não autorizados da nossa empresa é um choque de realidade.”

Fonte: Game On
Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações