Yoshi and the Mysterious Book já se coloca entre os melhores jogos da Nintendo no ano

Primeiro contato com o game mostra criatividade nas fases e ideias que fogem do básico

4 mai 2026 - 09h00
Yoshi and the Mysterious Book já se coloca entre os melhores jogos da Nintendo no ano
Yoshi and the Mysterious Book já se coloca entre os melhores jogos da Nintendo no ano
Foto: Reprodução / Nintendo

Existe um limite claro no que a gente espera de um jogo do Yoshi. Normalmente é confortável, funciona bem, mas raramente tenta ir além do que já foi feito antes. Yoshi and the Mysterious Book parte justamente dessa sensação, como se soubesse que precisava dar um passo a mais para não cair no mesmo padrão.

Durante a gamescom latam 2026, foi possível testar o início do jogo, e a impressão que fica não vem só do que ele mostra, mas de como ele escolhe apresentar isso. Tem uma tentativa clara de manter o jogador ativo o tempo todo, sem deixar a experiência cair no automático.

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Um livro cheio de histórias

Mesmo sendo apenas uma fração do que o jogo tem disponível, foi possível jogar o começo dele para ser melhor contextualizado sobre o que vai acontecer ao longo da trama. A história em si gira em torno do livro falante conhecido como Professor N. Igma, que acorda na ilha dos Yoshi sem lembrar das criaturas que conhecia. Com a ajuda dos Yoshis, nossa missão é ajudá-lo a lembrar dessas criaturas, adicionando até certas curiosidades que ele nem sabia que eram possíveis de existir.

O primeiro capítulo disponível, chamado Bosque Inexplorado, serve bem como introdução. Ele explica as mecânicas principais e já dá uma ideia do que esperar nos capítulos seguintes.

Uma coisa que chama atenção logo de cara é como o jogo muda o visual quando estamos dentro das páginas. Existe um tipo de filtro no fundo dos cenários que reforça essa ideia de livro infantil, enquanto o Yoshi mantém um modelo mais detalhado, sem ficar deslocado do restante da fase.

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Foto: Reprodução / Nintendo

A jogabilidade segue o que já esperamos do personagem. Yoshi pode engolir inimigos para transformá-los em ovos, pular e prolongar o salto batendo os pés, além de interagir com aliados para resolver puzzles. O destaque está nas variações. Cada fase traz uma mecânica própria, o que evita repetição e deixa tudo mais interessante.

É difícil dizer qual fase me agradou mais, porque todas realmente foram muito boas. Tem a das Azaleias, em que devemos ir pegando flores pelo caminho e fazendo elas desabrocharem, mudando o cenário conforme avançamos. Já na Abelhuva, elas ficam nos atacando e é preciso jogar frutas para que se juntem, para depois acertar um ovo e dissipar de vez.

Claro que as fases não se resumem a essas mecânicas que parecem simples. Existem outras que exigem bastante paciência e um certo controle para acertar o tempo certo. Tem uma fase chamada Patenor, na qual precisamos ir pulando nas folhas que ficam na cabeça dessas criaturas. Elas vão cantando sempre que o Yoshi faz isso, e aparece até uma partitura indicando se estamos acertando o tempo da canção ou não.

Das fases mais exigentes, a que mais pede paciência é a da Acumulã. Nela, precisamos passar por plantas que lembram dente-de-leão. As bolinhas que elas soltam ficam presas nas superfícies e fazem brotar mais delas. A fase exige que a gente leve esses brotos para destruir rochas maiores e também para prender em um animal, mas não temos controle total quando elas saem voando, então é preciso ficar pulando com o Yoshi para levá-las mais longe.

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Foto: Reprodução / Nintendo

A do Sapo-bolha segue uma ideia parecida, exigindo que você entenda bem a mecânica para não perder muito tempo. É preciso fazer os sapos espalhados pela fase engolirem diferentes tipos de alimento para fortalecer as bolhas e fazer com que durem mais no ar, já que a fase é vertical até chegar no chefe, que é uma figura bem conhecida de outros jogos do Mario.

Um detalhe interessante sobre os nomes das fases é que eles não são exatamente fixos. Cada habitat, que seriam essas fases, leva o nome dos animais ou objetos que são destaque na página do livro. Esses nomes podem ser sugestões do Professor, como Azaleia, Patenor e Abelhuva, mas você não é obrigado a seguir isso. Dá para colocar o nome que quiser nessas descobertas, deixando boa parte dessa construção na mão do jogador e da sua criatividade.

Mesmo depois de terminar o capítulo, ainda tem coisas novas para achar e explorar ao revisitar os habitats da página. Dá para encontrar novas variações das criaturas que já vimos. Isso me deixou até meio frustrado quando o teste acabou, porque ainda tinha bastante coisa ali para descobrir e resolver. Mesmo sendo possível pedir dicas para o Professor, ele não entrega tudo de bandeja e deixa mais para a gente sair explorando e testando formas de completar essas adições nas fases.

Considerações

O que mais chama atenção nesse primeiro contato é como cada fase realmente tenta ter uma identidade própria. Não é só uma variação leve. Tem momento que muda completamente o ritmo, como nas partes de música ou nas fases que exigem controlar elementos do cenário com mais cuidado.

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Ainda é só um recorte pequeno, mas já dá pra ver que o jogo aposta nessa variedade para se sustentar. Se conseguir manter esse nível até o final, não fica só como mais um Yoshi, e pode acabar se destacando dentro dos lançamentos da Nintendo no ano.

Yoshi and the Mysterious Book será lançado em 21 de maio para Switch 2. 

Fonte: Game On
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