Pete Hines, que por muito anos foi um dos principais nomes da Bethesda ao lado de Todd Howard, deu uma entrevista ao Firezide Chat onde comentou sobre seu tempo no estúdio, os jogos no qual trabalhou, o que anda fazendo atualmente agora que tem mais tempo livre, e também os motivos que o fizeram sair da empresa.
"Eu estava ficando lá porque este lugar ainda precisa de mim", disse Hines sobre sua decisão de sair (via PC Gamer). "Cheguei a um ponto em que pensei: 'Sim, eles precisam de mim', e eu sou impotente para fazer o que acho necessário para administrar este lugar adequadamente, para proteger essas pessoas, para manter o que trabalhamos tanto para criar, que é uma desenvolvedora e distribuidora de games incrivelmente eficiente e bem administrada."
"E quando me vi incapaz de fazer o que achava que meu trabalho deveria envolver, que era manter aquele lugar sendo, sabe, se não a distribuidora mais eficiente da indústria de jogos, certamente estava entre as melhores. E quando não consegui protegê-la, e vi como estava sendo danificada, destruída e, francamente, maltratada, abusada, ou qualquer palavra que você queira usar, eu disse: 'Não vou ficar aqui sentado assistindo isso acontecer bem na minha frente'."
Ele não cita diretamente a Microsoft, mas deixa claro que acredita que a Bethesda piorou desde que foi comprada pela criadora do Xbox, embora tenha elogiado a aquisição quando ela ocorreu em 2020. Após sua saída, a Microsoft aumentou seu controle na Bethesda e outras subsidiárias da ZeniMax.
Hines citou o lançamento de Starfield como o ponto culminante de sua carreira em sua mensagem de aposentadoria de 2023, mas acabou tendo que esperar mais do que o previsto para sair do estúdio. "Eu estava esperando até depois de Starfield", disse Hines. "Eu sabia que ia sair um ano antes. Cada vez que Todd adiava Starfield, eu pensava: 'Droga, vou ficar aqui mais oito meses'."