Clubes, ligas e atletas italianos voltam a contestar novo calendário

6 nov 2026 - 09h16
(atualizado às 09h16)
Resumo
Clubes, ligas e atletas do vôlei italiano emitiram um comunicado conjunto contra o calendário proposto pela FIVB para 2028-2032. Eles criticam a criação de uma janela de seleções entre dezembro e janeiro, que interrompe os torneios nacionais. O grupo alega que a medida sobrecarrega os jogadores fisicamente, desvaloriza os campeonatos locais ao comprimir suas datas e prejudica a sustentabilidade de todo o sistema esportivo, defendendo reformas que priorizem a saúde dos atletas e o papel dos clubes.

O vôlei italiano deu uma demonstração de força, nesta sexta-feira (6/11), ao contestar mais uma vez as prováveis mudanças no calendário da modalidade. Em um comunicado conjunto, clubes, ligas e os principais atletas do país voltaram a reclamar das ideias da Federação Internacional (FIVB).

Foto: Jogada10

A entidade máxima da modalidade quer dividir o período de atuação das seleções, incluindo uma nova janela de competições entre dezembro e janeiro, interrompendo o calendário então reservado aos clubes.

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Confira abaixo o comunicado do voleibol italiano:

"A Liga masculina, a Liga feminina e a Associação Italiana de Vôlei expressam conjuntamente sua oposição à proposta da FIVB para o calendário internacional 2028-2032 e denunciam os riscos à integridade psicológica e física dos atletas e à sustentabilidade de todo o movimento do vôlei.

A nova proposta, de fato, não resolve o problema estrutural dos calendários atuais, ou seja, a duração muito curta dos campeonatos nacionais, concentrada em apenas sete meses, mas se limita à redistribuição dos compromissos entre atividades nacionais e internacionais. O resultado corre o risco de ser um fardo adicional para todo o sistema.

Os componentes fundamentais do movimento italiano destacam três questões críticas que são insustentáveis no novo projeto.

- Mais carga sobre os atletas: o novo sistema envolve mais partidas, maior concentração de compromissos e mais picos de intensidade, com consequências diretas nos tempos de recuperação e na proteção da saúde dos jogadores.

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- Menos valor para as ligas nacionais: a parada agendada entre dezembro e janeiro tira das competições de clubes um dos períodos mais importantes para o público, patrocinadores, direitos televisivos e envolvimento dos torcedores.

- Nenhuma solução para o problema subjacente: em vez de expandir o espaço dedicado aos campeonatos nacionais, a proposta comprime ainda mais seu desenvolvimento, sacrificando continuidade e valor.

O vôlei precisa de um calendário sustentável, que potencialize os campeonatos nacionais, proteja os atletas e reconheça o papel central dos clubes. Qualquer reforma internacional deve partir de uma suposição indispensável compartilhada por Ligas e atletas: porque sem clubes e sem jogadores não pode haver vôlei", diz a nota.

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