Que o Vasco da Gama passa por problemas com a gestão da SAF não é novidade, e por este motivo, o clube vive um processo de reestruturação dos moldes da Sociedade Anônima de Futebol. De olho em mudanças significativas em prol da organização, o time de São Januário entrou com um processo na Justiça para vender 90% das ações da nova SAF.
Um edital para alienação judicial da UPI Equity, unidade que representa 90% das ações vascaínas, foi publicado pela 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. Essa alienação judicial é utilizada como 'venda forçada' de um bem com o intuito de quitar dívidas e, portanto, ajudar o Vasco a reorganizar a casa.
A oferta é de haja um investimento de, no mínimo, R$ 650 milhões nos próximos cinco anos. Se a proposta for aprovada, esse montante seria dividido em melhorias no elenco principal, infraestrutura do CT profissional e também em cuidados para a infraestrutura das categorias de base.
A participação da Almirante Participações e Empreendimentos S.A., pertencente a Marcos Lamacchia, já consta em edital como 'investidor âncora', que é quem apresenta uma proposta inicial e tem preferência durante um processo competitivo. Já há um acordo assinado entre a empresa, o Vasco e a SAF, e se porventura algum outro concorrente vencer a disputa, a Almirante recebe uma compensação de R$ 50 milhões.
Vale ressaltar, ainda, que a conclusão da possível venda está atrelada a uma série de fatores que precisam ser cumpridos, como a resolução de acordos judiciais pendentes, homologação definitiva na Justiça e reorganização societária da SAF.
O 'ge' divulgou algumas das obrigações previstas na proposta, são elas:
- Aporte exclusivo ao futebol: R$ 500 milhões serão destinados exclusivamente para a pasta
- CT profissional: investimento de R$ 120 milhões (em 10 anos)
- Categorias de base: aporte de R$ 30 milhões em 2 anos para melhorias na estrutura
- Busca de incentivos fiscais: podem chegar a até R$ 150 milhões em 10 anos
- Manter os recursos da SAF exclusivos ao futebol
- Toda eventual receita será reinvestida, sem distribuição de dividendos aos acionistas por 10 anos