O presidente do Vasco, Pedrinho, apelou à Justiça pela liberação imediata do edital de leilão da SAF do clube, cobrando celeridade e transparência. O dirigente defende que a venda ou a obtenção de um empréstimo são urgentes para manter os compromissos financeiros em dia, pagar dívidas homologadas e investir no elenco. Segundo ele, o atraso no processo pode comprometer a reorganização financeira em andamento e levar o clube a atrasar pagamentos essenciais de sua recuperação judicial.
Nesta terça-feira, o presidente do Vasco, Pedrinho, fez um apelo à Justiça a liberação imediata do edital para o início do leilão da SAF do clube. Antes do embarque para Salvador, onde a equipe enfrenta o Vitória pela partida de volta das quartas de final da Copa do Brasil, o dirigente defendeu o avanço do processo de venda.
Novamente, o mandatário argumentou que a atual gestão implementou um rigoroso trabalho de reorganização financeira desde que assumiu o comando da SAF.
"Se aparecer um investidor que empate a proposta que já tem na mesa e assim vai ser feito, vai ser um investidor, seja ele qual for, obviamente passando por todo um processo de auditoria, um processo de legitimidade, vendo a legitimidade da empresa, e vai ser feita a venda. Por isso, o leilão. Então, quanto mais rápido o leilão acontecer, melhor para a instituição", comentou em entrevista ao Sportv.
Em seguida, ele aproveitou o espaço para cobrar maior transparência e celeridade por parte das autoridades competentes.
"Então, eu peço mais uma vez, encarecidamente, ao Poder Judiciário que abra logo o edital para a concorrência. Se aparecer uma proposta melhor, vai ser o que vai ser melhor para a instituição. Então o que eu peço é que os processos sejam agilizados, porque o clube que eu peguei e o que a gente está entregando é um clube que está honrando todos os seus compromissos. Se o empréstimo não acontecer, eu vou ter que começar a deixar de honrar alguns compromissos que estavam homologados em juízo", complementou.
Vasco necessita do dinheiro urgente
Posteriormente, Pedrinho explicou que o clube carioca necessita do empréstimo para quitar contas correntes, honrar dívidas acumuladas e investir na contratação de reforços.
Para ilustrar o cenário atual, o presidente comparou a realidade da SAF à operação de um estabelecimento comercial em recuperação judicial.
"A analogia que quero fazer é: um supermercado entrou em recuperação judicial. Ele pega um empréstimo para pagar funcionários, para pagar a recuperação judicial e aí ele não pode pagar para comprar produtos? Carne, feijão, batata, arroz? Os meus produtos são os jogadores. Ele compra produtos mais baratos, vende mais caro e gera receita. Eu sou o gestor de uma empresa de futebol, o meu produto é um atleta. Eu não sou irresponsável por comprar um atleta, eu sou irresponsável se não pago a RJ", finalizou.
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