Ex-top 35 do mundo e capitão da Copa Davis, Jaime Oncins chegou na sexta-feira na capital federal e vem utilizando o Brasilia Tennis Open, torneio ATP Challenger 75, para observar os tenistas brasileiros para possível convocação em setembro em duelo no Brasil contra a Suíça, valendo vaga para os Qualifiers de fevereiro de 2027.
Oncins tem uma história com Brasília tendo jogado sete vezes como profissional e somando vários encontros diante de Luiz Mattar e Gustavo Kuerten: "Sempre gostei muito não só de jogar em Brasília, mas no Brasil. Brasília tem algo especial, um pouquinho mais de altitude, bola voa um pouco mais. Faz com que o jogo fique um pouco mais rápido. Mas eu sempre gostei muito desde a época de juvenil e também no profissional onde tive oportunidade de jogar alguns algumas partidas aqui", apontou Jaime que destacou a importância dos torneios no Brasil.
Esta semana foram onze jogadores na chave principal, oito passado às oitavas e dois disputando a semifinal neste sábado com Thiago Monteiro e Eduardo Ribeiro: "Essa é a importância de se ter torneio no Brasil, nossos tenistas aproveitarem o momento, estamos com dois na semifinal. Importante pros tensitas que estão naquela faixa dos 200, 250 para ficarem mais perto dos 100, 150. Jogar em casa ajuda bastante".
O intuito também foi observar os atletas nacionais em competição em casa de olho no duelo em setembro contra os suíços: "Esse é o intuito, estar um pouquinho mais próximo, estar acompanhando os jogadores apesar de ter bastante tempo até setembro. Importante ter esse contato, trocar algumas ideias com os treinadores, também é importante".
O Brasil volta a jogar em casa após mais de três anos (China em fevereiro de 2023). O piso e nem o local estão definidos, mas Jaime só tem uma certeza: "A única coisa que eu descarto é jogar na grama".
"Faz uma diferença muito grande jogar em casa, você saber que tem o público a seu favor. O time da Suíça eu tenho acompanhado desde que saiu o sorteio . Tenho acompanhado os jogadores tanto no saibro quanto na quadra dura. Comecei a acompanhar para poder escolher, compôr a base do estilo jogo dos suíços para estar optando pelo melhor piso. Mas eu vejo que mesmo tendo bastante tempo, temos bastante confiança. O próprio confronto contra o Canadá o (Matheus) Pucinelli jogou muito bem, o Gustavo (Heide) foi muito bem e a dupla também, isso abre um leque para os próximos confrontos", apontou.
"É até uma brincadeira que a gente fez depois dos confrontos da Copa Davis (últimos duelos sempre no piso duro) que agora será na quadra dura. A gente sempre jogou no saibro e no nível do mar, só que hoje os jogadores estão mostrando uma adaptação a outros tipos de piso. Em Bolonha na Itália no Finals, confrontos contra Suécia e Dinamarca indoor, França e Canadá dois pisos rápidos, principalmente no Canadá uma adaptação muito boa. Isso abre uma opção e uma dor de cabeça maior em escolher o piso ideal para o próximo confronto"
Jaime também diz ter entendido a decisão de João Fonseca em ficar de fora do confronto contra o Canadá no mês passado onde o time perdeu nos detalhes para a equipe local no piso duro e coberto de Vancouver.
"Eu entendi a decisão. Não é uma decisão fácil, não foi uma decisão fácil. Ele com a equipe tiveram que pensar bastante. Do meu lado eu faço minha parte. A gente ter esse leque de opções maior pra mim é bom".
Jaime é claro quer o retorno de Fonseca: "Seria louco eu falar que não quero o João (Fonseca) de volta. João faz falta em qualquer equipe do mundo. Contar com ele para esse próximo confronto é muito importante e os outros jogadores também, ter os seus melhores jogadores também é importante e mostra o comprometimento com a Copa Davis" .
O Brasília Tennis Open conta com os patrocínios da ENGIE, EQI Investimentos, Wilson, Fila, LIQUIDIZ, Confederação Sul-Americana de Tênis, a COSAT e a Confederação Brasileira de Tênis . O torneio é uma realização da EF Sports. Mais informações do evento através do instagram @efsportsexp .