Apresentado como gerente esportivo, Rafinha evitou comentar diretamente as investigações policiais que envolvem o São Paulo. Um dos inquéritos apura saques que somam R$ 11 milhões em contas do clube.
Advogados do São Paulo elaboraram um laudo, já enviado à Polícia Civil, em que eram detalhados os gastos dessa quantia, sacada entre janeiro 2021 e novembro 2025. Os valores teriam sido destinados a "compromissos rotineiros do futebol que exigem dinheiro em espécie".
"Já recebi dinheiro em espécie no São Paulo. Recebi no Flamengo, no Grêmio, no Olympiakos, da Grécia, no Coritiba. Só no Bayern de Munique, não", disse Rafinha ao ser questionado sobre a prática de pagamento de premiação em dinheiro vivo.
"(Sobre investigações) não vou falar, porque não estava aqui. Estava como torcedor, acompanhei tudo", comentou. "Isso faz parte do futebol, que é o 'bicho molhado', no vestiário. O que eu posso falar é que ficamos tristes, porque estamos acostumados a ver o São Paulo em outras manchetes, outros tipos de notícia. Infelizmente, aconteceu isso".
O ex-jogador chega para fazer uma conexão que ruiu nos últimos meses entre diretoria e time. O novo dirigente são-paulino não evitou falar do momento extracampo do clube, mas disse que isso não pode ser "muleta" para os resultados do time.
"Temos que olhar para frente, pensar grande. Não é porque estamos com problemas extracampo que deixamos de ser respeitados e ser um clube gigante. Não existe tempestade eterna, nem fase boa eterna."
O São Paulo estreia no Brasileirão nesta quarta-feira. O adversário será o atual campeão Flamengo, no MorumBis.
Já no sábado, o time recebe o Santos, pelo Paulistão, precisando vencer para se afastar da zona de rebaixamento.