Diante da crise esportiva e financeira do São Paulo, o comentarista Paulo Calçade defendeu que o clube precisa passar por uma refundação profunda, superando ajustes pontuais. Eliminado das copas e em 10º no Brasileirão, o time enfrenta jejum fora de casa e lida com atrasos salariais. O cenário de pressão coincide com a indefinição sobre a permanência de Dorival Júnior e a proximidade da eleição presidencial de dezembro, que ditará os rumos administrativos e o projeto esportivo futuro do clube.
O São Paulo atravessa um momento de dificuldades dentro e fora de campo, e a situação do clube tem provocado críticas sobre os rumos da instituição. Em meio aos resultados negativos e aos problemas administrativos, o comentarista Paulo Calçade defendeu a necessidade de uma reconstrução profunda do Tricolor.
Calçade considera que o São Paulo precisa se refundar. A expressão aponta para a necessidade de mudanças que vão além de contratações, trocas de treinadores ou ajustes pontuais no elenco.
"Não adianta falar de Dorival, de jogadores, se o clube não parar para se reformar ou refundar. Muitos clubes precisam se refundar e o São Paulo é um deles", disse.
O posicionamento surge em uma temporada marcada por instabilidade. O São Paulo foi eliminado da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana e enfrenta dificuldades para recuperar a competitividade no Campeonato Brasileiro. A derrota por 3 a 2 para o Bahia, na quarta-feira (28 de outubro), ampliou a pressão sobre a equipe.
Além do desempenho esportivo, a situação financeira representa um dos principais desafios. O clube acumulou atrasos nos direitos de imagem dos jogadores e enfrentou problemas para cumprir compromissos com o elenco. A situação provocou insatisfação nos bastidores e aumentou os questionamentos sobre a administração.
Outro fator importante é o cenário político. O São Paulo terá uma eleição presidencial em dezembro, quando será definida a gestão responsável pelos próximos anos. A disputa acontece em meio às cobranças por mudanças na maneira como o futebol e as finanças são administrados.
O planejamento para 2027 também enfrenta indefinições. O técnico Dorival Júnior tem contrato até dezembro, e a decisão sobre sua continuidade ficou vinculada à próxima administração. A situação dificulta a definição antecipada de um projeto esportivo para a temporada seguinte.
Dentro de campo, os números reforçam o momento delicado. Com 43 pontos após 33 rodadas do Brasileirão, o Tricolor ocupa a décima colocação. A equipe também acumula 17 partidas consecutivas sem vencer como visitante, sequência que evidencia as dificuldades para conseguir resultados longe de casa.