O São Paulo terá mais um nome na disputa política pela presidência do clube. Rogério Caboclo, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e atual conselheiro do Tricolor, oficializou nesta segunda-feira (10) a intenção de concorrer ao cargo nas eleições de 2026.
A candidatura será construída como uma alternativa de oposição. Caboclo já iniciou conversas com conselheiras e conselheiros do São Paulo em busca de apoio para fortalecer sua chapa antes do pleito.
Caboclo apresenta plano dividido em cinco pilares
O plano apresentado por Rogério Caboclo para o São Paulo contempla cinco frentes consideradas prioritárias: administração, equilíbrio financeiro, futebol profissional, formação de jovens atletas e estrutura social do clube.
Na área administrativa, a proposta prevê o aprimoramento dos mecanismos de controle interno, com atenção especial à transparência, à prevenção de riscos e às práticas de compliance. Caboclo também pretende buscar alternativas para reorganizar as finanças e equacionar as dívidas do Tricolor.
⚠️ Ex-presidente da CBF, Rogério Caboclo será candidato à presidência do São Paulo.
Ele costurou um acordo com setores da oposição para disputar o pleito de dezembro.
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— Planeta do Futebol 🌎 (@futebol_info) August 10, 2026
No departamento de futebol, a ideia é ampliar o uso de dados, tecnologia e análise de mercado tanto na descoberta de novos talentos quanto na escolha de reforços para o elenco. A proposta ainda prevê maior controle sobre os gastos, com o objetivo de manter a competitividade esportiva sem comprometer a saúde financeira do São Paulo.
Passagem pela CBF ainda marca trajetória
Caboclo chegou à presidência da CBF, mas deixou o cargo após ser afastado pela Comissão de Ética do Futebol Brasileiro diante de acusações de assédio moral e sexual.
No âmbito das investigações, o Ministério Público propôs uma transação penal, posteriormente homologada pela Justiça. O procedimento, segundo as informações divulgadas, não representou reconhecimento de culpa por parte de Caboclo.
Como parte do acordo, foi determinada a destinação de R$ 100 mil a duas organizações não governamentais, sem pagamento à denunciante. Os demais procedimentos relacionados ao caso foram arquivados ou encerrados.