Santos projeta déficit menor, mas dívida segue próxima de R$ 1 bilhão

Clube aponta aumento de receitas, porém custos operacionais e despesas financeiras mantêm pressão sobre o balanço

2 abr 2026 - 18h46
Dentro de campo, o Santos continua tentando subir na tabela em busca de premiações mais altas no final –
Dentro de campo, o Santos continua tentando subir na tabela em busca de premiações mais altas no final –
Foto: Raul Baretta/ Santos FC / Jogada10

O Santos mantém um cenário financeiro delicado e projeta déficit contábil de R$ 79,3 milhões para 2025. A dívida total gira em torno de R$ 988 milhões, o que segue como principal desafio da gestão. Ainda assim, o resultado negativo representa melhora em relação a 2024, quando o prejuízo alcançou R$ 105,2 milhões. Nesse sentido, o crescimento das receitas contribuiu para reduzir o impacto no balanço anual.

O aumento da arrecadação ao longo do período ajudou a amenizar perdas operacionais. De acordo com a "Itatiaia", o desempenho financeiro foi influenciado por diferentes fatores internos e externos. Por outro lado, o clube ainda enfrenta despesas relevantes com encargos financeiros. Dessa forma, a recuperação ocorre de maneira gradual, sem alterar significativamente o cenário geral de endividamento.

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Entre os principais pontos de pressão estão reservas para ações judiciais e despesas ligadas a financiamentos e empréstimos. Ao mesmo tempo, a atualização monetária pela taxa Selic em programas como Profut, Perse e Parcelamento Simplificado elevou os custos. Além disso, variações cambiais, juros e encargos com amortizações e depreciações também impactaram o resultado. Consequentemente, o balanço segue pressionado por fatores estruturais.

Dentro de campo, o Santos continua tentando subir na tabela em busca de premiações mais altas no final –
Foto: Raul Baretta/ Santos FC / Jogada10

Custos operacionais crescem junto com as despesas totais

No mercado de transferências, o clube reduziu os gastos para cerca de R$ 54 milhões em 2025, abaixo dos R$ 82,6 milhões do ano anterior. Entretanto, os custos recorrentes apresentaram forte crescimento, saltando de R$ 251,5 milhões para R$ 467,6 milhões. Além disso, despesas extraordinárias com reclamações trabalhistas e rescisões somaram quase R$ 40 milhões. Também foram registrados mais de R$ 53 milhões em aquisições de direitos federativos, comissões e empréstimos.

As movimentações resultaram em despesas gerais de R$ 521,3 milhões no período analisado. Por fim, internamente, o clube destaca a evolução das receitas em comparação a 2023, último ano na Série A. Enquanto isso, os conselheiros ainda terão acesso ao relatório completo do exercício de 2025.

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