Santos consegue renovação crucial para o clube; saiba mais

O Santos renovou por mais 40 anos a concessão do CT Rei Pelé, que pertence à União. O acordo prevê o pagamento de R$ 145 mil mensais e encerra anos de negociações e incertezas sobre a permanência do clube no local.

1 out 2026 - 15h45
(atualizado às 15h45)
Resumo
O Santos renovou por mais 40 anos a concessão do CT Rei Pelé junto à União, encerrando um longo período de incertezas que incluiu o risco de leilão da área por descumprimento de contrapartidas do contrato de 1996. A formalização ocorreu em reunião com o presidente Lula e a diretoria alvinegra. Pelo acordo de Concessão de Direito Real de Uso, o clube pagará R$ 145 mil mensais e terá de cumprir compromissos com conservação, categorias de base e projetos sociais, mantendo o terreno como patrimônio público.
Vista detalhada de uma bandeira de escanteio antes da partida da 27ª rodada do Brasileirão 2026 entre Santos e Cruzeiro no Estádio Urbano Caldeira (Vila Belmiro) em 12 de setembro de 2026 em Santos, Brasil. (Foto de Ricardo Moreira/Getty Images)
Vista detalhada de uma bandeira de escanteio antes da partida da 27ª rodada do Brasileirão 2026 entre Santos e Cruzeiro no Estádio Urbano Caldeira (Vila Belmiro) em 12 de setembro de 2026 em Santos, Brasil. (Foto de Ricardo Moreira/Getty Images)
Foto: Esporte News Mundo

Na manhã desta quinta-feira, em reunião que contou com a presença do presidente Lula e de uma comitiva do clube alvinegro formada pelo presidente Marcelo Texeira e pelo assessor especial da presidência, Júnior Bozzella, além dos ex-jogadores Pepe, Clodoaldo e Serginho Chulapa, o Santos renovou a concessão do CT Rei Pelé por mais 40 anos, após anos de discussão pelo direito de uso.

O local pertence à União e o atual acordo fechado é para que o clube paulista pague um valor de R$ 145 mil por mês pelo local.

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Trata-se de uma Concessão de Direito Real de Uso (CDRU), que garante ao clube segurança jurídica para permanecer no terreno pelo prazo estipulado, sem que a área deixe de ser patrimônio público.

Mesmo com o acordo e o pagamento, o clube irá precisar assumir compromissos relacionados a ações sociais, investimentos nas categorias de base e conservação da área.

O Santos vinha negociando a renovação desde o início da gestão de Teixeira e finalmente chegou a um acordo com a Secretaria de Patrimônio da União. Como forma de celebrar a extensão do contrato, o clube pretende instalar uma placa especial no CT.

Por que demorou tanto?

A renovação levou anos porque o Santos precisava regularizar uma série de pendências relacionadas à antiga concessão. O contrato original, firmado em 1996, previa algumas contrapartidas sociais que não foram cumpridas por diferentes administrações do clube.

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Por causa dessas pendências, a Secretaria de Patrimônio da União chegou a considerar a possibilidade de colocar o terreno em leilão. A área era avaliada em aproximadamente R$ 80 milhões.

Negociações e risco de leilão

Em fevereiro de 2024, o Santos formalizou o interesse em adquirir o terreno. O clube chegou a conversar com a Caixa Econômica Federal para conseguir financiamento caso o leilão fosse realizado.

Também houve negociações com instituições privadas para viabilizar a compra da área. O dinheiro chegou a ser encaminhado, mas o leilão acabou não acontecendo.

O Ministério Público Federal orientou a União a não realizar o leilão. Com isso, Santos e Secretaria de Patrimônio da União passaram a negociar uma nova concessão para garantir a permanência do clube no local.

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Com a renovação, o Santos garante a permanência no CT Rei Pelé pelas próximas quatro décadas, desde que cumpra as obrigações previstas no novo contrato. O acordo encerra um longo período de incertezas sobre o futuro do centro de treinamento, que seguirá sendo utilizado pelo clube mesmo com o terreno permanecendo como patrimônio da União.

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