A Secasport, empresa que agencia Yeferson Soteldo, desistiu da ação judicial que movia contra o Santos para cobrar cerca de R$ 4 milhões. Aberto em janeiro e encerrado em setembro, o processo alegava coação do clube paulista para que os empresários renunciassem a comissões e débitos pendentes como condição para liberar a transferência do atacante ao Fluminense, ocorrida em 2025 por US$ 5 milhões. A agência afirmava que cedeu na época devido à vulnerabilidade financeira, mas recuou da disputa.
Os empresários de Yeferson Soteldo desistiram do processo na Justiça contra o Santos em que cobravam R$ 4 milhões. Em nome da Secasport, eles haviam processado o clube sob a alegação de que o Peixe os teria coagido para abrirem mão de valores em troca da liberação do jogador venezuelano ao Fluminense.
De acordo com Diego Garcia, da ESPN, a ação foi aberta em janeiro. Porém, os empresários desistiram do processo em setembro. A apuração relata que existia uma dívida de R$ 515 mil em discussão na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), além de outro débito que totalizava R$ 3,8 milhões em uma comissão.
Empresa alegava coação do Santos em saída de Soteldo
A Secasport alegava, no processo, que o Santos impôs uma "condição irredutível" para liberar Soteldo para jogar no Fluminense, na qual a empresa deveria "outorgar quitação plena e renunciar à integralidade dos créditos discutidos na CRND". Além de também abrir mão dos valores do distrato do contrato, no total de R$ 960 mil.
A empresa disse à Justiça que estava pressionada e em posição de vulnerabilidade econômica, motivo pelo qual optou ceder. Em junho de 2025, Soteldo foi vendido ao Fluminense por US$ 5 milhões (cerca de R$ 30 milhões na cotação da época).