O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira (23) que o país não aceitará a cobrança de pedágios ou tarifas para a navegação no Estreito de Ormuz.
O chefe da diplomacia americana declarou que pretende tranquilizar os aliados do Golfo em relação aos termos do acordo em discussão entre Washington e Teerã.
"Os Estados Unidos não aceitarão pedágios ou tarifas no Estreito de Ormuz", afirmou Rubio.
O presidente dos EUA, Donald Trump, escreveu em suas redes sociais que 19 milhões de barris de petróleo atravessaram a região na segunda-feira (22). O republicano também declarou que os preços do petróleo "estão despencando" e que "o mundo é um lugar muito mais seguro".
Paralelamente, as autoridades de Omã e do Irã anunciaram que pretendem planejar conjuntamente a futura administração do Estreito de Ormuz e os custos relacionados aos serviços prestados na região.
Em comunicado, os dois países enfatizaram "sua soberania sobre as respectivas águas territoriais no Estreito de Ormuz" e concordaram em manter o diálogo por meio de um grupo de trabalho conjunto entre os ministérios das Relações Exteriores.
O objetivo é alcançar um entendimento sobre a futura gestão da navegação no estreito, os serviços a serem oferecidos e os custos associados, em conformidade com as normas internacionais.
Por sua vez, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou estar "bastante otimista" em relação às negociações entre Estados Unidos e Irã. A líder italiana destacou ainda que a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz é uma questão de "enorme importância".
"Devemos garantir a restauração total da liberdade de navegação, não apenas pela importância estratégica do eixo de Ormuz, mas também pelo precedente que seria criado caso o controle sobre o estreito fosse utilizado como instrumento de pressão. Se permitíssemos que os iranianos cobrassem um pedágio em Ormuz, viveríamos em um mundo onde qualquer passagem marítima poderia ser transformada em uma arma", concluiu. .