Ídolo de Portugal cita Pelé e Maradona ao criticar Cristiano Ronaldo

Antônio Simões compara postura do atacante com a de outros grandes nomes do futebol e pede mais atenção aos interesses da seleção

7 out 2026 - 19h04
(atualizado às 19h24)
Resumo
O ex-jogador português António Simões criticou a postura de Cristiano Ronaldo na seleção, afirmando que o craque deve priorizar o coletivo em vez de metas pessoais, como o milésimo gol. Citando Messi, Pelé, Maradona e Eusébio como exemplos, Simões defendeu que CR7 aceite jogar menos minutos conforme as necessidades da equipe. A cobrança ocorre após o atacante abandonar a concentração por divergências com o treinador, episódio pelo qual já pediu desculpas públicas.
Antônio Simões foi companheiro de Eusébio na Copa do Mundo de 1966 –
Antônio Simões foi companheiro de Eusébio na Copa do Mundo de 1966 –
Foto: Divulgação - Legenda: Ídolo de Portugal pede que Cristiano Ronaldo siga exemplo de Messi / Jogada10

Antônio Simões quer ver Cristiano Ronaldo encerrar a carreira pela seleção portuguesa com uma postura diferente. O ex-jogador, que foi companheiro de Eusébio na Copa do Mundo de 1966, usou Lionel Messi como exemplo e defendeu que o atacante do Al-Nassr coloque o coletivo acima das ambições pessoais nesta reta final com Portugal.

"Vejam como o Messi está terminando a carreira. O Cristiano tem de terminar da mesma forma. Essa é a minha proposta, e a minha proposta ao país, ao Cristiano e ao Jesus. Façam, não tenham vergonha", afirmou Simões.

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O ex-atacante reconheceu a importância de Cristiano para a seleção, mas entende que o craque precisa aceitar um papel diferente conforme as necessidades da equipe. Para ele, não é possível esperar que o camisa 7 esteja em campo durante todos os minutos ou em todas as partidas.

"Se ele quer jogar, não há nenhum crime. Mas ele também tem de entender que querer jogar pode não ser todo jogo ou tudo o que quer. Ele tem de entender isso", declarou.

Simões também apontou a busca pelo milésimo gol como uma das prioridades de Cristiano e afirmou que o objetivo pessoal não pode ocupar o primeiro lugar quando o jogador está a serviço da seleção.

"Ele tem como grande e primeiro objetivo os mil gols, e depois há o jogo, a bola, o país e as pessoas. Demonstrou durante algum tempo, e agora ficou claro que sim", disse.

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Críticas após saída de Cristiano da concentração

A declaração acontece depois do episódio que envolveu Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus na última Data Fifa. O atacante deixou a concentração de Portugal após um desentendimento com o treinador e posteriormente reconheceu que errou ao tomar essa decisão.

O conflito começou quando Jesus mudou o planejamento definido anteriormente para a participação de Cristiano. A ideia inicial era que o atacante atuasse no primeiro e no quarto jogos da sequência. Contra a Dinamarca, porém, o técnico decidiu colocá-lo para aquecer no segundo tempo, mas acabou não fazendo a substituição.

Cristiano ficou irritado com a situação e afirmou posteriormente que o treinador havia "faltado com a palavra". Apesar da divergência, o atacante pediu desculpas pelo abandono da concentração e afirmou estar disposto a cumprir uma eventual punição.

Para Simões, o episódio reforça a necessidade de Cristiano entender que sua experiência deve estar a serviço da equipe, e não o contrário.

Antônio Simões foi companheiro de Eusébio na Copa do Mundo de 1966 –
Foto: Divulgação / FPF / Jogada10

Simões cita Eusébio, Pelé e Maradona

Ao falar sobre a fase final da carreira de grandes jogadores, o ex-atacante lembrou nomes que fizeram parte de sua trajetória. Simões atuou ao lado de Eusébio na seleção portuguesa e também teve contato com Pelé e Maradona.

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"Todos nós acabamos. Eu joguei com um rei chamado Eusébio, tive convivência com um rei chamado Pelé, com Maradona e companhia. Nunca vi uma coisa dessas à volta de um rei", afirmou.

Mesmo com as críticas, Simões deixou claro que espera continuar vendo Cristiano Ronaldo com a camisa de Portugal. Para ele, o atacante ainda pode contribuir, desde que aceite uma participação definida pelas necessidades da seleção.

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