Gustavo Tejera será o responsável pela arbitragem de Palmeiras x Cerro Porteño, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Libertadores da América, no Nubank Parque. Aos 38 anos, o uruguaio chega ao confronto com experiência acumulada em competições de alto nível.
Nascido em Montevidéu, em 20 de janeiro de 1988, Gustavo Tejera atua como árbitro profissional desde 2015. Três anos depois, passou a integrar o quadro internacional da FIFA. Desde então, ampliou sua presença em torneios da CONMEBOL e da própria FIFA.
Fora do futebol, Gustavo Tejera trabalha como corretor de seguros. A profissão divide espaço com uma rotina de preparação que inclui treinamento físico e análise dos jogos. Segundo o próprio árbitro, ele chega a treinar duas horas por dia.
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Experiência internacional cresceu nos últimos anos
A trajetória internacional começou na Copa Sul-Americana de 2019. No ano seguinte, Gustavo Tejera estreou na Copa Libertadores da América. Já em 2023, ganhou experiência nas Eliminatórias para a Copa do Mundo.
O currículo também inclui participações no Mundial Sub-17 de 2023 e no Mundial Sub-20 de 2025. Em 2025, por exemplo, ainda comandou a segunda partida da final do Campeonato Uruguaio entre Nacional e Peñarol.
O crescimento foi confirmado em 2025, quando Gustavo Tejera também foi selecionado para trabalhar Mundial de Clubes da FIFA, nos Estados Unidos. Na competição, atuou como quarto árbitro no duelo entre Monterrey e Internazionale.
Em 2026, o uruguaio alcançou o principal estágio da carreira até então. Ele foi selecionado para a Copa do Mundo disputada nos Estados Unidos, Canadá e México. Durante o torneio, comandou partidas da competição.
Como Gustavo Tejera costuma apitar?
O próprio Tejera define seu estilo como baseado na adaptação ao jogo. A ideia é controlar a partida sem interrompê-la excessivamente. Também defende a aplicação de cartões apenas quando considera necessário. A proposta é encontrar equilíbrio entre autoridade e fluidez.
"O papel do árbitro também é jogar e viver a partida. Isso faz parte do nosso trabalho. Cada vez mais, precisamos ter essa capacidade de entrar no jogo, porque, se o árbitro não estiver conectado, é impossível fazer um bom trabalho", disse o árbitro antes de prosseguir:
"Precisamos entender o que a partida exige a cada minuto. O jogo é tão dinâmico que uma decisão pode mudar o seu rumo. Por isso, é preciso estar concentrado, viver a partida e fazer parte dela", revelou Gustavo Tejeda em entrevista a ESPN Deportes.
Os números, porém, mostram um árbitro que não economiza completamente nas advertências. Dados estatísticos registram 198 partidas profissionais, com média de 5,24 cartões amarelos e 0,15 cartão vermelho por jogo.
Na Copa Libertadores da América, são 31 partidas registradas, com média de 4,84 amarelos por confronto. O número indica uma arbitragem de controle, especialmente em partidas de maior intensidade.
As polêmicas que marcaram a carreira
Gustavo Tejera também acumulou episódios de grande repercussão. Em 2025, esteve envolvido em três partidas suspensas por incidentes externos ao campo. Os jogos foram Colo-Colo x Fortaleza, Peñarol x Cerro e Independiente x Universidad de Chile.
No duelo entre Peñarol e Cerro Porteño, por exemplo, Gustavo Tejera interrompeu a partida e posteriormente determinou a suspensão diante de problemas nas arquibancadas. Outra situação de destaque aconteceu na final do Campeonato Uruguaio de 2025.
O Peñarol reclamou de um possível pênalti sobre Leonardo Fernández e da não expulsão de Sebastián Coates. O árbitro explicou posteriormente suas decisões e reconheceu que o lance do zagueiro escapou durante a partida.