Aproveitamento de Arias gera debate sobre critérios de Abel Ferreira no Palmeiras

Camisa 11 entrou na etapa final da vitória por 1 a 0 sobre o Novorizontino, pela ida da final do Campeonato Paulista 2026

5 mar 2026 - 14h01
Camisa 11 em campo durante a decisão do Paulistão 2026 -
Camisa 11 em campo durante a decisão do Paulistão 2026 -
Foto: Cesar Greco/Palmeiras / Jogada10

A vitória do Palmeiras por 1 a 0 sobre o Novorizontino, na quarta-feira (4), concedeu vantagem ao Alviverde para o jogo de volta da final do Paulistão, mas também abriu brecha para um debate que vem se consolidando ao redor do time. Isso porque, apesar do triunfo, o clube vê crescer a discussão sobre os critérios de Abel Ferreira na formação da equipe, sobretudo no uso de Jhon Arias — principal reforço de 2026.

Nessa quarta-feira, Abel alterou o ataque porque Vitor Roque não apresentava condição física e optou por Sosa entre os titulares. Arias, por sua vez, iniciou no banco e entrou aos 14 minutos do segundo tempo, num roteiro parecido com partidas anteriores. Em quatro jogos pelo clube, o camisa 11 ainda não começou uma partida entre os escolhidos.

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A participação relevante em pouco mais de 30 minutos ampliou o debate. Ele liderou o time em dribles, acertou oito passes, errou seis, finalizou uma vez, cometeu uma falta e registrou um desarme. A estatística, isoladamente, não explica a escolha do treinador, mas sustenta o questionamento.

Arias no banco: até quando?

O jornalista Vitor Birner, da ESPN, puxou o debate e formulou a dúvida sobre o aproveitamento: "Até quando vai continuar no banco?". Na sequência, associou a decisão a um padrão do técnico: "Mais uma vez o Abel está sendo mais conservador do que o necessário. Ele já fez isso com Endrick".

A discussão avançou quando Paulo Calçade abordou pauta sobre hierarquia no elenco. Ele comparou o caso do camisa 11 com o de Marlon Freitas, recém-chegado ao clube.

"[…] Maurício, Felipe Anderson, Sosza, o Flaco López, o Vitor Roque… Estão todos adaptados ao Palmeiras. Só que o Marlon Freitas não estava, já chegou e jogou. Então, na ideia dele é: 'Aqui eu tenho uma necessidade e não tem essa escala de hierarquia'. Aí você pega um cara que tem um futebol enorme, 'Opa, aqui vai ter que obedecer essa escala'", opinou.

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Camisa 11 em campo durante a decisão do Paulistão 2026 -
Foto: Cesar Greco/Palmeiras / Jogada10

Defesa a Abel Ferreira

Em contrapartida, Djalminha relacionou a decisão ao cotidiano de treinamentos e à condução do grupo. "Tem o trabalho do dia a dia, têm os treinamentos, a parte tática. Aí você tira um jogador, coloca outro no treinamento, tira outro da outra posição e coloca outro… Qualquer um que sai vai entrar o Arias?", questionou.

"Não é assim. Então, o Abel tem que manter isso para que ele tenha o grupo na mão. Isso para que ninguém reclame do que aconteça depois com o outro, né? Então, assim… pouco a pouco ele vai colocar. A tendência é essa, é um jogador acima da média, mas ele não pode tirar de cara um jogador que vem jogando bem, que aí ele fica mal com o grupo", concluiu.

Justificativa do técnico

Abel tratou do tema na coletiva pós-jogo. Ele afirmou que o reforço disputa espaço em um time que considera ajustado: "Não falta nada (para o meia jogar). Time está com boas dinâmicas. Temos de ter bons jogadores entre os 11 e no banco. No clube somos todos iguais".

Com o 1 a 0 na ida, o Palmeiras joga por um empate no domingo (8), às 20h30, em Novo Horizonte. A tendência é que o camisa 11 permaneça como opção no banco também na partida decisiva.

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