Além do NuBank, mais um banco fecha acordo com o Palmeiras

12 ago 2026 - 16h37

O Palmeiras pode estar prestes a ganhar um novo parceiro de peso na operação de seu estádio. O Banco BTG Pactual encaminhou tratativas para assumir, ainda em 2026, a operação do contrato de exploração do estádio do Verdão, atualmente administrado em parceria com a WTorre.

Foto: Estádio do Palmeiras agora chama Nubank Parque ( César Greco/SEP) / Gávea News

A possível mudança acontece em meio a uma relação que envolve receitas de eventos, lojas, estacionamento e outros negócios ligados ao estádio, que passou a se chamar Nubank Parque após o acordo de naming rights.

Publicidade

BTG se aproxima de novo negócio

Palmeiras e WTorre firmaram um contrato de exploração do estádio por 30 anos, com validade até o fim de 2044. Pelo acordo, o clube recebe uma participação progressiva nas receitas geradas pelo espaço.

Agora, o BTG Pactual aparece próximo de assumir a operação desse contrato. Ainda existem pendências relacionadas ao possível nível de participação da WTorre no novo modelo, e os demais detalhes da negociação permanecem sob sigilo.

Procurados, WTorre e BTG Pactual não comentaram as tratativas.

Banco já tinha ligação com a arena

A aproximação entre o banco e o estádio do Palmeiras não é recente. Em 2024, a Enforce, gestora de créditos pertencente ao grupo BTG, comprou uma dívida da WTorre junto ao Banco do Brasil relacionada à construção da arena. O valor era estimado em aproximadamente R$ 650 milhões.

Publicidade

O BTG também participou recentemente da aprovação da negociação envolvendo os naming rights do estádio com o Nubank.

Palmeiras aumenta participação ao longo dos anos

O contrato atual prevê uma participação crescente do Palmeiras nas receitas provenientes de eventos, lojas, estacionamento e lanchonetes.

Nos primeiros cinco anos, o clube recebe 20%. Entre cinco e dez anos, o percentual sobe para 25%; depois, passa para 30%, 35%, 40% e chega a 45% no período entre 25 e 30 anos de parceria.

Já nas receitas de naming rights, cadeiras e camarotes, a participação começa em 5% e cresce gradualmente até alcançar 30% no último período do contrato.

O acordo não altera, neste momento, o prazo de exploração previsto até 2044. Depois desse período, o Verdão deverá assumir integralmente a gestão e as receitas geradas pelo estádio.

Publicidade
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se