Abel Ferreira concedeu entrevista coletiva após o empate em 1 a 1 com o Cerro Porteño, no Nubank Parque, pelas oitavas de final da Copa Libertadores da América. O treinador do Palmeiras analisou a atuação da arbitragem e achou que a expulsão de Andreas Pereira foi rigorosa.
"Tendo em conta todos os agarrões do adversário que o árbitro permitiu, por tudo aquilo que foi o jogo, acho que a expulsão foi muito rigorosa", disse.
O treinador reclamou da falta de critério do árbitro Gustavo Tejera. Ele apontou que no lance da expulsão de Andreas, o meio-campista não coloca intensidade ao tentar afastar o braço do adversário. Mas também questionou a permissividade do juiz em outras jogadas.
"Vocês viram a agressão do Andrés no jogador adversário? Alguém viu a agressão? Alguém viu algum cotovelo na cara? Algum murro no peito? Alguém viu? Alguém viu? Portanto, se o Andrés deu algum murro na cara, no rosto ou no corpo, devia ter sido. Agora, quando um jogador passa o jogo todo a agarrá-lo e ele simplesmente tira a mão e leva um cartão vermelho, acho que foi excessivo", disse.
Abel Ferreira também falou sobre o lance do primeiro tempo em que Carlos Miguel teria supostamente derrubado o atacante do Cerro Porteño. Ele disse que não tinha acessado imagens do lance, mas que se houve a falta, ela deveria ter sido marcada.
"Eu não vi o lance do pênalti, mas se o Carlos Miguel tocou, o árbitro ou o VAR tem que marcar pênalti", disse.
Com o resultado, o Palmeiras precisará vencer por qualquer placar no confronto de volta na próxima semana para avançar às quartas de final. Caso empate, a decisão irá para os pênaltis e se perder será eliminado.
No entanto, antes de viajar ao Paraguai, o time de Abel Ferreira vista o Fluminense, no Maracanã, no sábado, pelo Campeonato Brasileiro.