Mercado da MotoGP 2027 trava à espera de acordo com a Liberty Media

Negociações entre pilotos e equipes avançam, mas anúncios dependem da definição sobre divisão de receitas e novos contratos no campeonato

22 abr 2026 - 15h38
Pilotos da MotoGP aguardam definições sobre contratos e divisão de receitas, que travam o mercado para a temporada 2027.
Pilotos da MotoGP aguardam definições sobre contratos e divisão de receitas, que travam o mercado para a temporada 2027.
Foto: MotoGP / Reprodução

A MotoGP vive um momento de incerteza fora das pistas. Apesar de diversas negociações já estarem avançadas para a temporada 2027, o mercado segue travado à espera de um acordo central envolvendo a Liberty Media, nova controladora da categoria.

Às vésperas do GP da Espanha, em Circuito de Jerez, duas questões seguem em aberto: os contratos entre pilotos e equipes e, principalmente, o novo modelo econômico do campeonato.

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Mesmo com números em crescimento — a MotoGP registrou receitas de cerca de 573 milhões de dólares em 2025, com alta de 14% — a indefinição sobre a divisão desses valores impede avanços formais nas negociações.

O impasse está diretamente ligado à transição de gestão. Após a aquisição da Dorna Sports pela Liberty Media, a estrutura passou a operar como MotoGP Sports Entertainment Group (MSEG), em uma reformulação que pretende seguir o modelo de sucesso da Fórmula 1.

No entanto, ainda falta um acordo entre a nova gestora e a MSMA, que reúne montadoras como Ducati, Yamaha, Honda, KTM e Aprilia.

Esse acordo definirá como serão distribuídas as receitas comerciais e de direitos de transmissão — fator essencial para que as equipes saibam quanto poderão investir em salários e desenvolvimento técnico.

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Diante desse cenário, equipes evitam fechar contratos, especialmente com pilotos de alto salário, sem garantia de orçamento. Do outro lado, os próprios pilotos adotam uma postura cautelosa, apostando que a valorização do campeonato pode elevar seus ganhos.

Um dos principais nomes desse mercado é Marc Márquez, que ainda não renovou com a Ducati. Segundo a imprensa europeia, o espanhol avalia um contrato no modelo “1+1”, que lhe daria flexibilidade para reavaliar o futuro diante das incertezas técnicas e físicas.

A Honda, inclusive, já teria feito uma nova proposta ao piloto, com valores superiores aos oferecidos anteriormente, tentando viabilizar um retorno do multicampeão.

Outros movimentos também estão em andamento, envolvendo nomes como Francesco Bagnaia, Jorge Martín e Pedro Acosta, além de jovens promessas que podem movimentar o grid.

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A expectativa é que o acordo entre a MSEG e os fabricantes seja anunciado ainda durante o fim de semana em Jerez. Caso isso se confirme, o mercado deve destravar rapidamente, dando início a uma série de anúncios e redefinindo o cenário da MotoGP para 2027.

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