Virna Jandiroba rebate críticas ao uso do grappling no UFC: "Não é kickboxing"

O grappling (a luta agarrada) tem sido parte do MMA desde os seus primórdios e assim tem o sido no UFC

1 abr 2026 - 14h45
Virna Jandiroba
Virna Jandiroba
Foto: Esporte News Mundo

O grappling (a luta agarrada) tem sido parte do MMA desde os seus primórdios e assim tem o sido no UFC, com vários de seus campeões e campeãs fazendo do chão o caminho para a vitória e títulos. Mas, para alguns fãs, o uso de tal característica da modalidade não estaria sendo bem aceito.

Esta é a análise de Virna Jandiroba. A brasileira, que estará neste final de semana no UFC Vegas 115, onde enfrentará Tabatha Ricci, é especialista na luta no chão, e apontou ver uma 'tendência' de se criticar atletas que tentam levar a luta para o chão a todo custo. Algo que, em sua análise, faria com que o esporte deixe de ser o que tem sido.

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- Já vinha notando isso, e está virando tendência no UFC. Acho que está se tornando cada vez mais comum. Isso não é de agora, já vem acontecendo. É uma pena porque é MMA. Não é kickboxing, é MMA - disse a 'Carcará' ao MMAFighting.

- Claro que sei e concordo que a gente tem que continuar indo para cima, independente da luta ser em pé ou no chão. Essa atividade, a combatividade, tem que ser a regra. Então, como é que vai ser? Do contrário, não vai ser MMA. Acho que é absurdo. Honestamente, acho triste e absurdo - completou Virna.

A vitória de Charles do Bronx sobre Max Holloway no UFC 326 foi o mais recente exemplo desta 'tendência', o brasileiro sendo alvo de críticas de fãs e até de outros lutadores por ter preferido uma estratégia de levar a luta para o chão a todo momento ao invés de mantê-la em pé, que se mostrou efetiva.

Virna Jandiroba também aponta que o MMA vai cada vez mais se aproximando do entretenimento, deixando de lado a parte esportiva. Mesmo admitindo que vem tentando se adaptar a tais mudanças, a 'Carcará' quer continuar mantendo o mesmo estilo de jogo dentro do octógono que a levou recentemente a lutar pelo cinturão dos palhas da organização.

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- A gente está indo cada vez mais para o lado do entretenimento, e acho que a gente vai perdendo um pouco da excelência. Lutadores como o Anderson Silva, o Demian Maia, o nível de excelência desses atletas, o José Aldo, a Amanda Nunes e outros. Acho que estamos deixando isso um pouco de lado em favor do entretenimento. E isso é uma pena - comentou a brasileira.

- Falando da críticas, é claro que a gente tenta. A gente está aqui (no Ultimate) e vai tentando se adaptar. Eu venho tentando adaptar meu jogo, e espero que esteja de acordo com o que o UFC quer. Mas ainda quero manter minhas características. Do alto dos meus 37 anos, ainda quero manter meu estilo - complementou Virna.

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