O UFC Casa Branca, a ser realizado neste final de semana na residência oficial do presidente dos Estados Unidos, vem causando comentários e polêmica desde seu anúncio. E, às vésperas de sua realização, pode correr o risco de ser alvo judicial e até mesmo não ser realizado por isso.
Segundo o site MMAFighting, uma ação na Justiça está sendo movida para tentar impedir a realização do evento na Casa Branca. Segundo o processo, o evento seria um 'esquema de corrupção', além de ser uma 'violação das leis federais' dos Estados Unidos.
Os autores da ação, a ativista Susan Douglas e Paul Romano, um veterano da Guerra do Vietnã, alegam no processo que procuram 'preservar os monumentos' da capital americana. Na peça, alegam diversas ilegalidades e preocupações com o UFC Casa Branca, vendo diversas infrações às leis com a realização do evento e a cessão destas áreas para 'uma empresa privada que desejaria lucro' com as lutas.
Seriam três as principais preocupações movidas pelos autores da ação contra o evento. Uma delas tem a ver com uma violação de leis relativas aos parques federais nos Estados Unidos, estas que proíbem a realização de eventos esportivos nestas áreas, exceto por algumas exceções (as quais o processo não vê o card do Ultimate preenchendo). Além disso, alegam que uma estrutura especial criada para o evento (chamada de 'A Garra') não teria autorização do Congresso americano para sua construção na Casa Branca, assim como o potencial gasto de dinheiro público com possíveis reparos nos jardins da residência por conta do evento.
Em outro ponto, também citam as ligações entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o chefão do UFC, Dana White, como fatores para também indicar preocupação com o evento, assim como o potencial lucro que o Ultimate poderia ter com o card na Casa Branca e e com os eventos em monumentos históricos de Washington (a pesagem cerimonial será no Lincoln Memorial, onde fica um dos mais icônicos locais da cidade, a estátua de Abraham Lincoln)
- O presidente (Trump) está fazendo com que dois dos nossos mais queridos monumentos para uma empresa privada para que ele e seus aliados possam lucrar com isso. Estes monumentos pertencem a todos os americanos. Não para Dana White, para os patrocinadores ou Donald Trump - disse Douglas em um release com detalhes do processo.
A ação também está buscando uma liminar para evitar o prosseguimento da preparação para o UFC Casa Branca até que a Justiça faça uma análise do caso. Por enquanto, não consta da informação publicada pelo site qualquer pronunciamento da presidência americana ou do Ultimate sobre tal processo.