Dana White rebateu as críticas de Paulo Borrachinha, afirmando que o brasileiro vem recusando os combates oferecidos pelo UFC, que cumpre a meta contratual de propor três lutas anuais aos atletas. Em contrapartida, o lutador mineiro alega que a organização não atende às suas expectativas financeiras, propondo confrontos de cinco rounds com bolsas equivalentes a lutas menores, sem o devido reajuste, razão pela qual Borrachinha chegou a solicitar a rescisão de seu vínculo com o Ultimate.
O UFC tem sido alvo recentemente de alguns lutadores que vem fazendo reclamações sobre o fato de não conseguirem as lutas que desejam ou de que seus respectivos contratos não estejam adequados aos termos financeiros aos quais esperam para poder performar dentro da organização.
O caso mais recente disto envolve um brasileiro, Paulo Borrachinha. O lutador mineiro tem feito nas redes sociais diversas postagens reclamando do Ultimate por não conseguir marcar lutas, além da condução das negociações com a empresa para cumprir com seu atual contrato, que prevê a realização de ainda mais uma luta.
A resposta do UFC veio através de seu principal dirigente. Em coletiva após o episódio mais recente da Contender Series, Dana White respondeu sobre a situação de Borrachinha e afirmou que o brasileiro teria 'recusado' lutas oferecidas pela entidade, citando que, por norma de contrato, tem de oferecer um número (três) mínimo de combates a todos os seus contratados.
- O que isso quer dizer? A gente tem oferecido a ele lutas e ele tem as negado. A gente não diz para ele se f*** e ele não vai lutar ou que ele não será pago. Regularmente, a gente oferece três lutas por ano a todos. Até para gente que nem está lutando. Tipo o Tom Aspinall, que machucou o olho e ainda tem oferta de lutas. Vocês acham que o Paulo não tem tido ofertas? - disse White;
A principal questão apontada por Borrachinha em postagens recentes é que o UFC não tem o permitido lhe dar as lutas de deseja. Alegando que a bolsa contida em seu atual contrato tem valor equivalente para lutas de três rounds, o brasileiro apontou que todas as propostas do Ultimate tem sido em lutas de cinco rounds, como as que valem por cinturão, mas sem o devido reajuste salarial.
Tanto que o mineiro chegou a pedir até mesmo para que a organização rescindisse o seu contrato pelo fato de não conseguir as lutas que quer nas condições financeiras as quais espera. Borrachinha era cotado para lutar pelo cinturão interino dos meio-pesados, tal combate não se concretizando.