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Ex-vice de Aidar declara apoio a Leco e diz não querer voltar à diretoria

14 out 2015 19h44
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Vice-presidente geral nos últimos dez meses da gestão de Carlos Miguel Aidar no São Paulo, Julio Casares decidiu apoiar Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, no processo eleitoral que começa a ser desenhado. Além disso, o cartola deixou claro a pessoas próximas que não deve se colocar à disposição para cargos nem na diretoria provisória e nem no mandato que será iniciado após novas eleições presidenciais.

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Casares foi um dos mentores do pedido de demissão coletivo dos dirigentes do Tricolor na terça-feira da semana passada. O "motim" foi provocado após a briga entre Aidar e Ataíde Gil Guerreiro, que voltou à vice-presidência de futebol a convite de Leco após o próprio Casares ser sondado para o cargo antes da renúncia de Aidar ser consumada na última terça-feira.

O período de maior destaque de Julio Casares no São Paulo foi entre 2005 e 2010, quando o programa de sócio-torcedor e as ações de marketing eram referências no futebol brasileiro. Nessa fase, o dirigente também ficou em evidência pela defesa ferrenha do então presidente Juvenal Juvêncio, mesmo diante de manobras que permitiram a ampliação dos mandatos para três anos e uma terceira reeleição. A postura rendeu o apelido de "Pitbull do Juvenal" entre os oposicionistas.


FOTO: Renato Cordeiro

Na gestão Aidar, Casares seguiu à frente do departamento de comunicação e marketing como vice-presidente por oito meses, enfrentando a perda da Semp Toshiba como patrocinadora master e reclamações da torcida contra o programa de sócios. Decidiu se manter ao lado de Aidar após o racha com Juvenal em setembro de 2014 e, em janeiro deste ano, passou a ser vice geral.

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Vale lembrar que Leco, que agora acumula a presidência do clube e do Conselho Deliberativo, foi um dos maiores oposicionistas da gestão de Aidar nos últimos meses. Foi figura preponderante na queda do ex-mandatário, levando aos conselheiros denuncias contra a administração e tirando de votação a comissão sobre o contrato da Under Armour. Pelo acordo, o São Paulo teria de pagar R$ 18 milhões à empresa Far East, de um empresário chamado pelos pares de Aidar apenas pelo nome Jack. Leco, porém, vetou o pagamento da comissão. Na época, foi criticado pelos situacionistas e acusado de conduzir mal às reuniões de conselho. 

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