Em momento de crise e perto do Z-4, o Grêmio reuniu seus maiores ídolos no banco de reservas contra o Botafogo: Felipão atuou como técnico interino ao lado do recém-contratado Renato Gaúcho. A mobilização de emergência, ocorrida após a demissão de Luís Castro, reativa uma parceria de 31 anos entre os treinadores, que juntos somam 932 partidas e os principais títulos do clube. A diretoria aposta na liderança e na história da dupla para blindar o elenco e iniciar uma reação imediata no Brasileirão.
O Grêmio protagonizou uma cena emblemática na noite desta quarta-feira (16), no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro. No duelo atrasado contra o Botafogo pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro, o clube reuniu os dois maiores treinadores de sua trajetória esportiva lado a lado na beira do campo. Luiz Felipe Scolari, coordenador técnico, assumiu a função de interino, enquanto o recém-contratado Renato Gaúcho também marcou presença no banco de reservas tricolor.
Essa mobilização extraordinária ocorre em um momento delicado da temporada, logo após a demissão de Luís Castro e a proximidade incômoda da zona de rebaixamento. Juntos, os dois comandantes acumulam nada menos que 932 partidas na área técnica da equipe, além de ostentarem os principais títulos continentais e nacionais da história do clube gaúcho.
Amizade antiga e divisão de funções
Antes da bola rolar na capital fluminense, Felipão explicou a dinâmica da parceria de emergência e comemorou a oportunidade de trabalhar ao lado de um antigo companheiro de longa data. Além disso, o comandante veterano enfatizou o espírito de colaboração para reerguer o ambiente do vestiário.
"O sentimento é de muita alegria, simpatia, porque nós sempre fomos amigos, muito amigos quando jogamos, depois como treinadores. Sempre a gente teve afinidade. Nesse momento, o Grêmio fez a solicitação porque não tinha acertado com o Renato. Entendi que precisava de mim. Ficar com o Renato no banco é uma responsabilidade maior. Ele vai na medida do possível também ser o treinador da equipe. Eu serei o comandante pela amizade que tenho com os jogadores e por ter passado algumas situações", explicou Felipão.
Reencontro após 31 anos e galeria pesada de troféus
A dobradinha entre as lendas tricolores não é inédita, contudo estava adormecida há mais de três décadas. Em julho de 1995, Renato defendeu a camisa do Grêmio pela última vez nos gramados justamente sob a batuta de Scolari, atuando como convidado especial na Copa dos Campeões Mundiais contra o Flamengo, duelo em que serviu assistência para gol de Jardel.
Agora unidos na gestão técnica, os dois ídolos somam um currículo avassalador no clube, totalizando duas Copas Libertadores (1995 e 2017), duas Copas do Brasil (1994 e 2016) e duas Recopas Sul-Americanas (1996 e 2018), além de oito estaduais. Dessa forma, a diretoria gremista aposta no peso histórico e na liderança dessa dupla pesada para blindar o elenco e iniciar uma reação imediata no Brasileirão.
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