O Grêmio vive um momento de incerteza quanto à permanência de Carlos Vinicius. O centroavante, que se consolidou como o principal jogador e artilheiro do clube desde que chegou no meio do ano passado, não atingiu os requisitos previstos para a renovação automática do seu contrato e pode sair sem custos ao fim da temporada.
O contrato do camisa 95 continha duas cláusulas que acionariam a renovação do vínculo por mais um ano. A primeira estabelecia a necessidade de o atleta ser convocado para defender as seleções do Brasil ou de Portugal na Copa do Mundo, algo que não se concretizou.
A segunda exigia que o jogador atuasse como titular e estivesse em campo por mais de 45 minutos em pelo menos 70% dos jogos disputados pelo Grêmio durante o período de um ano de contrato.
Neste contexto, o artilheiro atingiu os números exigidos em 40 partidas, sendo 11 disputadas em 2025 e 29 em 2026. Considerando os 61 jogos ocorridos após a sua contratação, o atleta esteve presente em 65,5% dos compromissos. Caso a contagem englobe todas as partidas do mês de julho de 2025, o percentual cai para 61,53%.
Com o encerramento do prazo das metas estipuladas no compromisso, Carlos Vinicius está liberado para assinar um pré-contrato com qualquer equipe desde o dia 1º de julho. A situação atraiu o interesse do mercado, e o atacante já recebeu sondagens e contatos de clubes do futebol brasileiro, da Arábia Saudita, do México e dos Estados Unidos.
Existe uma negociação em andamento entre o Grêmio e os representantes do atleta para a extensão do vínculo por mais dois anos, mas a tratativa encontra-se travada.