Grêmio tenta acordo com ex-treinadores para evitar ações judiciais; entenda

Mano Menezes e Gustavo Quinteros cobram valores em aberto

26 jul 2026 - 01h55
(atualizado às 04h22)

O Grêmio trabalha nos bastidores para resolver duas pendências financeiras que podem virar processos judiciais. Os ex-treinadores Mano Menezes e Gustavo Quinteros cobram valores previstos em contrato e ainda não quitados pelo clube.

Foto: Lucas Uebel/ Grêmio
Foto: Lucas Uebel/ Grêmio
Foto: Lucas Uebel/ Grêmio / RTI Esporte

A Agência RTI Esporte apurou que a diretoria reconhece as pendências e tenta construir uma solução negociada. O objetivo é evitar processos na Justiça do Trabalho ou na CNRD, que poderiam aumentar os custos com juros, correção monetária e honorários advocatícios.

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A preocupação faz parte de um cenário financeiro delicado. A gestão do presidente Odorico Roman tenta reduzir o passivo do clube e alongar compromissos de curto prazo, priorizando acordos extrajudiciais sempre que possível.

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Gustavo Quinteros cobra multa após demissão

A situação mais avançada envolve Gustavo Quinteros. Contratado no início de 2025 para substituir o ídolo Renato Portaluppi, o treinador argentino permaneceu no comando da equipe tricolor por poucos meses.

A passagem foi interrompida após uma sequência de resultados negativos, atuações irregulares e perda de confiança da diretoria. A eliminação precoce em competições e o desempenho abaixo das expectativas aceleraram sua saída.

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Gustavo Quinteros dirigiu o Grêmio em 20 partidas, com oito vitórias, cinco empates e sete derrotas, e aproveitamento de 48%. O treinador cobra cerca de R$ 9,6 milhões referentes à multa contratual e outros direitos, enquanto as partes buscam um acordo.

Mano Menezes também busca receber valores pendentes

Mano Menezes voltou ao Grêmio em 2025 com a missão de reorganizar a equipe após a saída de Quinteros. O treinador permaneceu no cargo até o início da atual temporada, quando deixou o clube em razão da mudança de planejamento da nova gestão.

Sua saída ocorreu depois de resultados considerados insuficientes para recolocar o Tricolor na disputa pelos principais objetivos esportivos do ano. A diretoria do clube gaúcho optou por iniciar um novo ciclo técnico.

No período em que esteve no comando, Mano Menezes dirigiu o Grêmio em 39 jogos, com 14 vitórias, 13 derrotas e 12 empates — aproveitamento de 46%. Com ele no comando, o Tricolor foi eliminado da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana, e terminou em nono no Brasileirão.

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Clube negocia valores e tenta preservar o caixa

Os valores cobrados por Mano Menezes não foram oficialmente divulgados. Pessoas ligadas ao clube afirmam que a dívida envolve verbas rescisórias, salários e direitos contratuais ainda pendentes. As negociações seguem em andamento sob cláusula de confidencialidade.

Internamente, o Grêmio avalia que um acordo é o melhor caminho para reduzir custos e evitar desgaste institucional. A medida também impede o aumento do passivo do clube gaúcho, que supera R$ 935 milhões.

A diretoria entende que resolver as pendências com Mano Menezes e Gustavo Quinteros faz parte da reorganização financeira do Grêmio. A estratégia é renegociar compromissos e evitar que disputas judiciais prejudiquem os investimentos do clube.

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