Mesmo ainda no início da temporada, 2026 já entra para a história do clássico Gre-Nal. Pela primeira vez em 116 anos de confrontos, Grêmio e Internacional se enfrentam com técnicos estrangeiros simultaneamente no comando das equipes. O duelo ocorre no próximo domingo (25), no Beira-Rio, com mando do Colorado.
No Internacional, o uruguaio Paulo Pezzolano lidera o projeto de reconstrução após uma temporada frustrante. Do outro lado, o Grêmio aposta no português Luís Castro, primeiro treinador de Portugal a comandar o clube. A vitória no primeiro clássico do ano, portanto, ganha peso decisivo para a consolidação do trabalho de ambos.
Além da coincidência inédita, os rivais compartilham, aliás, o mesmo objetivo: promover uma reformulação estrutural no elenco. Pezzolano é o 18º treinador estrangeiro da história do Inter, o oitavo uruguaio e o sexto profissional de fora do país escolhido na gestão de Alessandro Barcellos. Já Luís Castro é o 11º comandante estrangeiro do Grêmio e inaugura a presença portuguesa na casamata tricolor.
Apesar do ponto em comum, os treinadores, inclusive, adotaram estratégias distintas no início da temporada. No Grêmio, Luís Castro optou por ajustar o planejamento traçado pela nova diretoria e promoveu uma mescla desde a primeira rodada, priorizando atletas em melhores condições físicas.
Esboço do time titular contra o Inter-SM
No Internacional, Pezzolano implementou um rodízio mais estruturado, com definição clara entre equipe alternativa e time considerado ideal. A estratégia incluiu, inclusive, a alternância na comissão técnica: Pablo Fernández, integrante da comissão fixa, comandou a estreia, enquanto jovens do sub-20 ganharam espaço. Já Esteban Conde, assistente do uruguaio, esteve à frente da equipe na terceira rodada.
A formação titular do Inter, porém, apareceu apenas uma vez até agora, na vitória sobre o Inter de Santa Maria, no Beira-Rio. O objetivo foi dar ritmo de jogo e ajustar a condição física no último teste antes do Gre-Nal. No Grêmio, a estratégia semelhante resultou em titulares fisicamente mais preparados para o clássico.
Apesar das diferenças na condução do rodízio, as metodologias apresentam pontos de convergência. Quando escalaram suas formações principais, Pezzolano e Luís Castro adotaram o esquema 4-2-3-1, sinalizando uma identidade tática semelhante para o primeiro grande duelo da temporada..
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