Golpista é preso após se passar pelo técnico Luís Castro para pedir dinheiro a jogadores do Grêmio

Homem chegou a receber transferência de R$ 22 mil de atleta do clube antes de ser detido no RJ

2 set 2026 - 11h53
(atualizado às 12h21)
Resumo
A Polícia Civil do RJ prendeu em Itaperuna um homem que se passava pelo técnico Luís Castro para aplicar golpes em jogadores de futebol. Quatro atletas do Grêmio foram abordados e um deles chegou a transferir R$ 22 mil para uma falsa doação. O suspeito, preso em flagrante com munições, criava vínculos de confiança antes de pedir dinheiro e usava contas de terceiros para ocultar os valores. A investigação revelou que outros atletas e até um artista nacional também foram alvos do estelionatário.
Técnico Luís Castro teve a foto usada por um golpista, que foi preso no Rio de Janeiro
Técnico Luís Castro teve a foto usada por um golpista, que foi preso no Rio de Janeiro
Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA / Jogada10

Um operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nesta quarta-feira, 2, um homem que se passava pelo técnico Luís Castro, do Grêmio, para aplicar golpes. Ele foi preso em flagrante por fraude eletrônica e falsa identidade no bairro São Matheus, no município de Itaperuna, no noroeste fluminense. O golpista estava sob posse de munições quando foi detido.

A investigação teve início depois de quatro jogadores do Grêmio serem abordados por um número de telefone que utilizava a foto de Luís Castro. O criminoso estabelecia relação de confiança para, então, pedir dinheiro às vítimas.

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Em um dos casos, o golpista manteve contato com um atleta durante dias, conversando sobre rotina, família e desempenho nos treinamentos, além de solicitar que a comunicação fosse mantida em sigilo. O jogador chegou a depositar R$ 22 mil sob a justificativa de doação de cestas básicas para uma ação social no Rio. A transferência foi direcionada a uma conta controlada pelo criminoso.

Luís Castro, técnico do Grêmio, durante treino no CT
Foto: Divulgação/Grêmio

O golpista tentou conseguir uma quantia ainda maior ao dizer que outro jogador, que estaria fora do país, também desejava doar 600 cestas básicas, avaliadas em R$ 50 mil, e solicitou que a vítima antecipasse o pagamento. A nova transferência, porém, não foi efetuada porque o valor novamente excedia o limite bancário.

Os outros três atletas do Grêmio foram procurados pelo estelionatário, mas não chegaram a realizar qualquer pagamento e a polícia foi acionada.

Segundo a investigação, grupo mantinha em Itaperuna uma estrutura para ocultar a origem do dinheiro obtido com as fraudes. Os valores eram primeiro depositados em contas de moradores da cidade e, posteriormente, repassados ao responsável pelo crime.

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A apuração também identificou que o número usado nas abordagens entrou em contato com outros jogadores ligados a clubes brasileiros, além de um atleta que atua por uma equipe europeia e um artista de grande projeção nacional.

O caso é analisado pela 4ª DP de Porto Alegre. Ainda de acordo com a investigação, o criminoso possui passagens por clubes de futebol e já havia sido preso em flagrante, em 2024, por crime semelhante.

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