O auxiliar técnico do Grêmio, Alexandre Mendes, foi transferido para a Penitenciária Estadual de Canoas após ter a prisão mantida em audiência de custódia. Ele foi detido no Aeroporto Salgado Filho pelo suposto descumprimento de uma medida protetiva contra sua ex-companheira. A defesa já pediu a revogação da prisão preventiva, alegando que o contato não ocorreu e que usará dados de telefonia para comprovar que ambos estiveram no mesmo evento público em horários totalmente diferentes.
O auxiliar técnico do Grêmio, Alexandre Mendes, não conseguiu liberação e seguirá preso. Depois de passar pelo Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (NUGESP), onde ocorreu uma audiência de custódia, ele foi ainda nesta quinta-feira (8) para a Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan).
O braço direito de Renato Gaúcho na comissão técnica foi preso no início da tarde, no Aeroporto Salgado Filho, quando a delegação desembarcou em Porto Alegre após o empate contra o Remo. A ação foi por descumprimento de uma medida protetiva à sua ex-companheira.
O advogado do auxiliar técnico gremista afirmou que já protocolou um pedido de revogação da prisão preventiva, que não foi objeto de decisão ainda.
De acordo com a defesa de Alexandre Mendes, as declarações da suposta vítima contradizem qualquer violação da medida protetiva de aproximação inferior a 250m. A nota revela que a mulher recebeu a informação de que Alexandre estaria na Expointer, mas que ambos não conversaram e sequer se enxergaram. O policial chamado não avistou Alexandre no local".
A defesa afirma que Alexandre esteve no parque antes de a suposta vítima comparecer no local. Por isso, irá requerer a quebra do sigilo telefônico de ambos para comprovar que estiveram na posição das antenas de ERBs do Parque em momentos diferentes.
Relembre o caso
O processo foi aberto em agosto de 2024 no 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar do Foro Central da Comarca de Porto Alegre. Na época, a vítima dizia que não tinha mais relacionamento com Alexandre Mendes há aproximadamente 15 dias.
Dessa maneira, um inquérito policial, da 2ª Delegacia de Polícia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), em setembro, concluiu pelo não indiciamento do acusado. Na ocasião, a suposta vítima tinha registrado boletim de ocorrência que indicava, inclusive, agressões físicas.
A delegada Fernanda Campos Hablich, que acompanhava o caso, afirmou que não houve elementos suficientes para amparar o indiciamento. Após o relatório, as medidas protetivas que vigoravam a favor da mulher não foram adiante. Mas o Ministério Público entendeu que havia elementos para uma denúncia por violência psicológica.
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