Depois de apitar a estreia da Copa do Mundo, Wilton Pereira Sampaio segue bem avaliado na Fifa e agora iguala o recorde de Carlos Eugênio Simon como o árbitro brasileiro com mais jogos na Copa do Mundo masculina. O goiano foi escolhido para comandar o duelo entre Holanda e Marrocos da próxima segunda-feira, 29, pela segunda fase.
Em 2022, ele esteve à frente de quatro partidas, duas na fase de grupos e mais duas no mata-mata; e na atual edição, o primeiro duelo do torneio, entre México e África do Sul, e o confronto do Grupo I entre Noruega e Senegal. No total, são sete jogos no maior torneio do futebol.
Apenas Edina Alves Batista o supera em Copas do Mundo se contar também a feminina, com oito compromissos. Entre as mulheres, apenas Neuza Back fez parte da equipe de arbitragem da modalidade masculina, quando foi assistente em 2022.
Curiosamente, Wilton Pereira Sampaio 'tem história' com a Holanda em Copas. Na competição do Catar, ele apitou a vitória da equipe laranja sobre Senegal por 2 a 0 e depois os 3 a 1 em cima dos Estados Unidos, pelas oitavas de final. Será o terceiro jogo e segundo eliminatório dos europeus comandado pelo brasileiro.
Bruno Pires e Bruno Boschilia atuarão como auxiliares do goiano no duelo válido pela segunda fase. O quarto árbitro será o chileno Cristian Garay, enquanto o reserva será José Retamal, também do Chile. O VAR ainda será confirmado pela Fifa.
The match officials for @FIFAWorldCup matches 74, 75 and 76 have been appointed. ??
— FIFA (@FIFAcom) June 27, 2026
A última partida de Wilton Pereira Sampaio em um mata-mata de Copa do Mundo foi no clássico entre Inglaterra e França nas quartas de final em 2022. Naquele dia, ele marcou um pênalti para os ingleses com revisão no VAR, outro em campo e sofreu reclamações de Harry Kane por uma suposta penalidade não assinalada. Ainda, distribuiu quatro amarelos.
No Catar, o árbitro brasileiro era um dos cotados para apitar a decisão, mas perdeu espaço com o avanço da Argentina. Para igualar Arnaldo César Coelho e Romualdo Arppi Filho, precisa 'secar' os sul-americanos e até o Brasil, já que a Fifa não costuma optar por árbitros do continente finalista.