Scaloni critica nível de rivais em amistosos antes de despedida de Messi

Técnico da Argentina admite preferência por adversários mais fortes, mas aponta dificuldades no calendário internacional e destaca despedida de Messi.

4 out 2026 - 15h42
(atualizado às 15h48)
Resumo
Após golear Burkina Faso por 7 a 0, Lionel Scaloni lamentou a falta de rivais de elite nos amistosos da Argentina devido ao calendário apertado, mas valorizou a chance de testar jovens atletas. Com renovação contratual encaminhada, o técnico agora volta as atenções para a partida contra Benin, na próxima terça-feira, que marcará a despedida oficial de Lionel Messi da seleção albiceleste após uma trajetória de 21 anos.
Lionel Messi é observado por Scaloni em treino da Argentina antes de partida contra o Egito, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 -
Lionel Messi é observado por Scaloni em treino da Argentina antes de partida contra o Egito, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 -
Foto: Alejandro Pagni/Getty Images / Esporte News Mundo

O técnico Lionel Scaloni elogiou o desempenho da Argentina na goleada por 7 a 0 sobre Burkina Faso, mas admitiu que gostaria de enfrentar adversários de maior exigência nos amistosos da seleção. Em entrevista coletiva neste sábado (03), o treinador explicou que as dificuldades do calendário internacional limitam as opções para marcar confrontos contra equipes de elite.

"Não temos muitas opções. Há poucas equipes livres. Não é que possamos escolher; está tudo já fechado ou bloqueado […] Certamente iremos jogar fora. Logicamente, eu gostaria de enfrentar rivais de peso, mas não há muitas alternativas", afirmou Scaloni.

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Apesar da preferência por adversários mais fortes, o treinador relativizou a importância do nível técnico dos oponentes para a avaliação da equipe. Segundo ele, partidas contra seleções consideradas menos tradicionais também podem oferecer informações importantes sobre o comportamento dos jogadores.

"Chegamos ao mais alto nível sem enfrentar esses rivais. Na Copa do Mundo, o jogo em que mais sofremos foi contra uma seleção que, teoricamente, era de baixo nível; então, isso é relativo […] Dessas partidas, sempre tiramos conclusões. É preciso observar a maneira como os jogadores encararam o jogo. Não se viu uma equipe relaxada, e nós temos muito a perder nesses jogos", disse.

Scaloni também destacou o aproveitamento da Data Fifa para observar jogadores mais jovens. Nos dois últimos compromissos, contra Bolívia e Burkina Faso, o técnico utilizou novos nomes e avaliou positivamente o frescor apresentado pelos atletas.

O treinador, no entanto, ressaltou que os jovens não devem carregar sozinhos a responsabilidade de defender a seleção argentina. "Não se deve sobrecarregá-los com a responsabilidade de vestir a camisa da Argentina; já existem outros que fazem isso e precisam ajudá-los", declarou.

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O calendário de outras seleções também exemplifica a dificuldade citada por Scaloni. O Brasil, por exemplo, enfrentou Austrália e Índia durante a mesma Data Fifa, enquanto as principais equipes do futebol internacional já possuem compromissos previamente definidos.

A próxima partida da Argentina terá um significado especial. Na terça-feira (06/10), a equipe enfrentará Benin em um duelo que marcará a despedida oficial de Lionel Messi da seleção albiceleste. O atacante encerrará uma trajetória de 21 anos com a camisa argentina.

Scaloni destacou a importância do momento e afirmou que a despedida será especial para todos os envolvidos. "Será um dia inesquecível para todos. Todos querem estar nessa partida, e só resta aproveitar o momento […] Tê-lo em campo é algo único; o que ele transmite dentro das quatro linhas, aos companheiros e aos adversários, é algo que não vi em mais ninguém. É disso que se sentirá mais falta nele", afirmou.

Além da despedida de Messi, Scaloni também falou sobre seu futuro no comando da Argentina. A renovação contratual está encaminhada, mas ainda depende da assinatura. O treinador afirmou que sua permanência acontece por decisão própria e que busca equilibrar as responsabilidades profissionais com a vida pessoal.

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"Aqui não existe obrigação. Quando fazemos algo, é porque queremos; ninguém aponta uma arma para a minha cabeça para eu continuar […] Continuo tentando cuidar da minha vida pessoal para que isso não me consuma nem me torne um escravo", declarou.

Com a goleada sobre Burkina Faso, a Argentina encerrou mais um compromisso da Data Fifa com avaliação positiva de Scaloni. Agora, a atenção da seleção se volta para o encontro com Benin, que terá como principal atração a despedida de Messi após mais de duas décadas defendendo a equipe nacional.

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