O Bayer Leverkusen ficou muito perto de acabar com a invencibilidade do Arsenal na Champions League. Nesta quarta-feira, em duelo de ida das oitavas de final na BayArena, os alemães venciam por 1 a 0 até os 43 minutos do segundo tempo. Mas Havertz, uma das apostas de Mikel Arteta na etapa final e que já defendeu o adversário, definiu a igualdade por 1 a 1, de pênalti.
Um gol de cabeça do capitão Andrich no minuto inicial do segundo tempo definia o duelo. E o Leverkusen, após passar sufoco na etapa inicial, controlava bem a etapa. Mas os reservas de Arteta acabaram se destacando. Makuele sofreu pênalti e Havertz bateu com estilo. Por respeito ao ex-clube, não celebrou.
Na próxima terça-feira, as equipes se reencontram no Emirates Stadium, em Londres, e quem ganhar se garante nas quartas de final. Apesar de perder sua campanha perfeita, em jogo no qual teve chances de ganhar, com direito a bola no travessão de Martinelli, o Arsenal se motiva por causa do apresentado sob seus domínios nesta Champions. Foram quatro vitórias no Emirates Stadium e 12 gols anotados, destaque para os 3 a 1 no forte Bayern de Munique e os 4 a 0 no arrumado Atlético de Madrid.
Dono da melhor campanha e então com 100% de aproveitamento ao ganhar seus oito jogos da fase de classificação, o Arsenal nem parecia visitante na BayArena. Bastou o árbitro apitar o início da partida para os ingleses começarem com enorme abafa. Saka, aos dois minutos, cobrou falta perigosa, mas errou o alvo.
Em jejum de taças desde a Copa da Inglaterra de 2019/20, o Arsenal vive uma de suas temporadas mais promissoras. Além da campanha soberana na Champions, também domina a Premier League, com sete pontos de vantagem sobre o segundo colocado Manchester City, além de estar na final da Copa da Liga Inglesa justamente contra o time de Pep Guardiola, e nas quartas da Copa da Inglaterra, na qual encara o Southampton.
Com a confiança em alta, o domínio de jogo na Alemanha começou cedo com Saka e Gyökeres participando bastante das jogadas ofensivas. Martinelli era outra boa opção, aberto pela esquerda, mas menos acionado. Quando recebeu na área, em linda trama, o brasileiro carimbou o travessão.
Depois do sufoco inicial, o Leverkusen optou por colocar a bola no chão e cadenciar a partida. Parou de sofrer atrás, mas ainda era bastante tímido na frente, sem conseguir inflamar a torcida com um lance de perigo ao gol de Raya. Ao menos, segurou a igualdade até o descanso após os sustos iniciais.
O Bayer Leverkusen necessitou de poucos segundos para fazer na etapa final o que não realizou nos primeiro. Em saída de bola com alta velocidade, Raya fez milagre na cabeçada de Kofane, espalmando para escanteio. Na cobrança, o capitão Andrich abriu o marcador, aparecendo de surpresa na segunda trave e cabeceando firme.
O técnico Kasper Hjulmand deve ter dado uma bronca daquelas em seus comandados nos vestiários, pois a postura dos alemães nos 45 minutos finais era bem diferente, com a bola nos pés e atuando no campo ofensivo tentando ampliar a vantagem no placar.
Ocorre que o oponente era de respeito. E o duelo ficou ainda mais elétrico e interessante, com ataque de um lado e contragolpe do outro. Com o passar do tempo, os alemães 'fecharam a casinha', com todo o time protegendo a meta de Blaswich.
Com um paredão defensivo à frente, Mikel Arteta resolveu modificar o ataque e lançou Madueke e Havertz para escapar da derrota. Já na reta final, ainda apelou ao brasileiro Gabriel Jesus.
Aos 41 minutos, Makueke entrou na área driblando e a arbitragem anotou pênalti, para revolta dos alemães, que acusaram simulação. Após consulta ao VAR, o lance acabou confirmado. Havertz, que já jogou no clube alemão, deixou tudo igual aos 43 para frustração dos mandantes.