Infantino se diz disposto a considerar reformas em governança da FIFA

Presidente da entidade propôs avaliação independente dos processos internos após a repercussão negativa do projeto Fifa Forward Enterprise.

23 set 2026 - 06h19
(atualizado às 08h13)
Resumo
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, propôs uma avaliação independente na governança da entidade e maior consulta às confederações sobre decisões estratégicas. O movimento ocorre após forte reação negativa e ameaças de boicote lideradas pela UEFA contra o fracassado projeto Fifa Forward Enterprise, que previa investimentos privados em direitos comerciais da Copa. Pressionado, mas mirando a reeleição em 2027, Infantino buscará novas receitas sob processos decisórios revisados.
Gianni Infantino, presidente da FIFA
Gianni Infantino, presidente da FIFA
Foto: Omar Marques/Getty Images / Esporte News Mundo

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, sinalizou que pode promover mudanças na estrutura de governança da entidade após a repercussão negativa envolvendo o projeto Fifa Forward Enterprise (FFE). O dirigente propôs uma avaliação independente dos atuais processos internos para grandes iniciativas estratégicas.

A ideia foi apresentada em uma carta enviada na segunda-feira às 211 associações-membro da FIFA. O assunto deve ser levado ao Conselho da entidade na próxima reunião, marcada para 15 de outubro.

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Infantino afirmou que pretende consultar os integrantes do Conselho sobre a realização de uma análise externa e independente do modelo atual de governança. A intenção é identificar possíveis melhorias nos processos de tomada de decisão da organização.

Além disso, o presidente da FIFA propôs uma consulta estruturada com as confederações e associações nacionais. O objetivo seria discutir formas de aprimorar a participação das diferentes entidades nas decisões consideradas estratégicas.

Crise envolvendo projeto da FIFA

A discussão ganhou força após o fracasso do Fifa Forward Enterprise. O projeto previa a participação de investidores privados nos direitos comerciais da Copa do Mundo e de outras competições organizadas pela entidade.

A proposta veio a público antes do momento planejado por Infantino e provocou reações entre membros importantes da FIFA. A UEFA, principal entidade do futebol europeu, esteve entre as organizações que questionaram a condução do projeto e a forma como as informações foram apresentadas.

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Em sua carta, Infantino reconheceu que a divulgação antecipada da iniciativa provocou preocupações. Segundo o dirigente, a proposta ainda não havia passado por todas as etapas institucionais previstas e não representava uma decisão definitiva da FIFA.

A crise chegou a gerar ameaças de boicote a competições da entidade e ampliou a pressão sobre a atual gestão. A UEFA também passou a discutir medidas jurídicas relacionadas ao projeto nos Estados Unidos.

Apesar da repercussão, Infantino afirmou que a FIFA pretende continuar buscando novas formas de aumentar suas receitas e direcionar mais recursos para o desenvolvimento do futebol.

Para o dirigente, a retirada do Fifa Forward Enterprise não representa uma mudança na ambição financeira da entidade, mas sim na forma como futuras iniciativas serão conduzidas.

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Infantino busca novo mandato

A discussão sobre a governança da FIFA ocorre às vésperas de um novo processo eleitoral. Infantino pretende disputar novamente a presidência da entidade em março de 2027.

Os possíveis concorrentes têm até 18 de novembro para apresentar candidaturas. Caso seja reeleito, o suíço permanecerá no comando da FIFA por mais um ciclo.

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