A presidente da Federação Inglesa, Debbie Hewitt, cobrou da Fifa a divulgação de documentos sobre o projeto cancelado de investimento privado na Copa e sobre o cancelamento da suspensão de Folarin Balogun após ligação de Donald Trump. O caso motivou processos da Uefa nos EUA para obter os arquivos. Em meio à perda de confiança na gestão de Gianni Infantino, a entidade europeia promete apresentar um candidato de oposição contra sua reeleição na presidência da Fifa em 2027.
A presidente da Federação Inglesa de Futebol (FA), Debbie Hewitt, solicitou à Fifa, na figura de Gianni Infantino, que torne públicos todos os documentos relativos ao projeto fracassado da Copa do Mundo. A mandatária deseja a divulgação antes da próxima reunião do Conselho da Fifa, do qual Debbie Hewitt é uma dos oito vice-presidentes, no dia 15 de outubro.
A Fifa, afinal, enfrentou forte resistência global e pressão europeia após propor a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE). A empresa iriai gerir os direitos comerciais da Copa do Mundo e de outras competições com a venda de participações minoritárias a investidores privados.
Em agosto, Infantino pediu desculpas por anunciar o projeto de investimento privado, e um comunicado do comitê executivo prometeu uma análise do procedimento. No entanto, a Uefa declarou ter "perdido a confiança" no presidente. Diante disso, iniciou ações judiciais em tribunais dos Estados Unidos para obter a divulgação dos documentos relacionados ao projeto.
Além disso, Debbie Hewitt também pediu a divulgação dos documentos relativos à decisão de revogar a suspensão do atacante americano Folarin Balogun durante a Copa do Mundo de 2026. A retirada da punição ocorreu após um telefonema do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Gianni Infantino.
No dia 6 de setembro, Infantino confirmou que pretende concorrer à reeleição no Congresso da FIFA de março de 2027. Por enquanto, ele é o único candidato declarado, mas a Uefa se comprometeu a apresentar um nome viável para concorrer ao cargo.
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