Justiça barra extradição de ex-vice-presidente da Fifa para os EUA

Decisão encerra disputa judicial e impede que Jack Warner responda às acusações de corrupção em solo americano

19 jul 2026 - 10h40
(atualizado às 10h40)

A Justiça de Trinidad e Tobago bloqueou, em decisão definitiva, o pedido de extradição de Jack Warner para os Estados Unidos. Ex-vice-presidente da Fifa, o dirigente é acusado pelas autoridades americanas de envolvimento em um esquema de corrupção investigado desde 2015, no escândalo conhecido como Fifagate.

A decisão, divulgada nesta sexta-feira, encerrou uma longa batalha judicial iniciada após a abertura das investigações. Os Estados Unidos acusam Warner de 29 crimes, entre eles fraude, lavagem de dinheiro e corrupção durante o período em que ocupou cargos de destaque na entidade máxima do futebol.

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Além disso, a juíza Karen Reid, da Suprema Corte de Trinidad e Tobago, apontou que o Estado violou o dever de transparência ao informar aos tribunais a existência de um suposto acordo especial de extradição com os Estados Unidos. Segundo a magistrada, mesmo após a identificação do erro, as autoridades não corrigiram a informação, o que permitiu o prosseguimento irregular da ação.

Jack Warner teve o pedido de extradição aos Estados Unidos rejeitado pela Justiça –
Jack Warner teve o pedido de extradição aos Estados Unidos rejeitado pela Justiça –
Foto: Reprodução de vídeo / Jogada10

Dessa forma, a Justiça concluiu que a manutenção do processo feriu o direito de Warner à liberdade. A sentença ainda determinou que o Estado arque com as despesas judiciais do ex-dirigente. Enquanto isso, o valor de uma eventual indenização será definido em audiência marcada para 30 de setembro.

Trajetória de Jack Warner

Ao longo de sua trajetória na Fifa, Warner também integrou o Comitê Executivo da entidade e participou da votação que escolheu Rússia e Catar como sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022. Além disso, as autoridades americanas afirmam que ele recebeu milhões de dólares em propinas, entre elas, uma transferência de US$ 10 milhões relacionada à candidatura da África do Sul para sediar o Mundial de 2010.

Foto: Reprodução - Legenda: Ex-vice-presidente da Fifa segue em Trinidad e Tobago após decisão judicial / Jogada10

Antes de deixar o futebol, Warner presidiu a federação de Trinidad e Tobago, país que disputou sua única Copa do Mundo em 2006. Paralelamente, ele também atuou na política local, onde, posteriormente, exerceu os cargos de ministro e parlamentar.

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