O técnico Eduardo Baptista negou qualquer contato ou negociação para assumir o Internacional, garantindo foco no Criciúma apesar da pressão por derrotas na Série B. A recusa aprofunda a crise no Colorado, que ocupa a 18ª posição no Brasileirão e luta contra o rebaixamento. O clube gaúcho acumula negativas de treinadores devido à instabilidade e à oferta de contratos curtos em razão das eleições presidenciais de dezembro, enfrentando dificuldades para definir o substituto de Paulo Pezzolano.
O técnico Eduardo Baptista negou categoricamente qualquer tipo de negociação em andamento com a diretoria do Internacional. Em entrevista concedida na noite desta terça-feira (22), logo após a derrota do Criciúma para o Operário pela Série B, o treinador garantiu que não recebeu contato da diretoria gaúcha e confirmou foco total na sequência do trabalho em Santa Catarina. Desse modo, o comandante descartou os boatos recentes de um acerto iminente para substituir Paulo Pezzolano no banco de reservas do Beira-Rio.
A negativa pública do profissional aumenta a dor de cabeça da cúpula colorada nos bastidores do futebol brasileiro. A gestão do presidente Alessandro Barcellos pretendia intensificar as conversas após o encerramento da rodada, mas viu o plano ruir com o desabafo contundente do comandante em entrevista coletiva.
Pressão no Criciúma e recusa direta ao Internacional
O treinador de 56 anos enfrentou fortes protestos das arquibancadas no Estádio Heriberto Hülse após acumular o terceiro revés consecutivo na competição de acesso. Mesmo hostilizado pela torcida local durante o tropeço por 2 a 0, o técnico fez questão de esfriar qualquer ligação com o time do Rio Grande do Sul.
"Não tive contato nenhum. Aqui já me colocaram no Sport, Remo e em diversos times. Não procede. Não chegou nada", disparou Eduardo Baptista ao rebater as notícias apuradas por veículos de comunicação da Região Sul.
Por outro lado, o revés em casa acendeu o sinal de alerta do elenco catarinense na briga pelas primeiras colocações. O resultado negativo fez a equipe despencar para a sexta colocação com 47 pontos, deixando os torcedores impacientes antes do clássico regional diante do Avaí.
Eleições e exigência de contrato tampão travam negociações
Enquanto isso, a cúpula do Internacional enfrenta um cenário desesperador na tentativa de arrumar um bombeiro para as últimas dez rodadas da Série A. Afundado na 18ª colocação com 28 pontos, o clube gaúcho precisa tirar uma diferença de três pontos para o Vasco para tentar escapar do fantasma do rebaixamento no Campeonato Brasileiro.
Contudo, a barreira política virou o principal entrave para a contratação de uma nova comissão técnica em Porto Alegre. Como o clube realiza eleições presidenciais no mês de dezembro, a diretoria oferece apenas um vínculo curto válido até o encerramento de 2026, afastando profissionais renomados que exigem projetos a longo prazo.
Lista de negativas complica o departamento de futebol
A resposta negativa de Eduardo Baptista aumentou uma extensa fila de tropeços do clube no mercado nacional e sul-americano. Antes de consultar o técnico do Criciúma, os dirigentes já haviam recebido respostas duras de nomes como Luís Zubeldía, Diego Aguirre, Maurício Barbieri e Rafael Lacerda.
Portanto, o recente veto de Jair Ventura, que preferiu dar sequência à campanha pelo Vitória, expôs ainda mais a fragilidade do planejamento colorado no mercado da bola. Desse modo, a diretoria segue pressionada pelo relógio e corre contra o tempo para definir o novo comandante antes do próximo compromisso oficial pelo Brasileirão.
Siga nosso conteúdo nas redes sociais: Bluesky, Threads, Twitter, Instagram e Facebook.