A seleção escocesa anunciou neste sábado, 27, a saída do técnico Steve Clarke, após a eliminação na fase de grupos da Copa do Mundo 2026. A equipe ficou em terceiro lugar no grupo com Brasil, Marrocos e Haiti, mas já não tem chances de avançar para o mata-mata como um dos oito melhores terceiros colocados.
Clarke levou a Escócia de volta a uma Copa do Mundo após 28 anos de ausência. No grupo, no entanto, o time não teve bons resultados: venceu o Haiti por 1 a 0 e depois perdeu para Marrocos por 1 a 0 e para o Brasil por 3 a 0. Com saldo de gols negativo, não conseguiu a vaga para a próxima fase.
Clarke estava à frente da seleção escocesa desde 2019. No primeiro ciclo de Copa do Mundo, acabou eliminado pela Ucrânia na repescagem das eliminatórias europeias para o Mundial no Catar e já não havia se classificado para a Eurocopa de 2020. No entanto, permaneceu no cargo para os anos seguintes e teve mais sucesso.
Nas eliminatórias para a Eurocopa 2024, a Escócia de Clarke ficou em segundo lugar num grupo com Espanha, Noruega, Geórgia e Chipre. No torneio europeu, acabou eliminado na primeira fase em último lugar no grupo após ser goleado na estreia por 5 a 1 pela Alemanha, empatar em 1 a 1 com a Suíça e perder para a Hungria por 1 a 0.
Para a Copa de 2026, a equipe conseguiu uma vaga em um grupo que também contava com Dinamarca, Grécia e Belarus. Com 13 pontos, terminou como líder da chave garantiu a vaga direta para o torneio na América do Norte.
A equipe chegou nos Estados Unidos com o desfalque de um jogador importante no esquema de Clarke, o meia Billy Gilmour, que se machucou num amistoso poucos dias antes da estreia. O time não conseguiu se adaptar à ausência.
Na Copa, a Escócia não fez bons jogos e sofreu para vencer o Haiti. Contra Marrocos, pressionou após sofrer um gol no início, mas não conseguiu empatar. E, por fim, contra o Brasil, cometeu erros na defesa e sofreu a derrota que marcou a despedida do Mundial de 2026.