Para os torcedores mais supersticiosos, a goleada por 6 a 2 da Seleção Brasileira sobre o Panamá em pleno Maracanã, no Rio de Janeiro, no último domingo, 31, foi um 'prato cheio': assim como em 2026, o Brasil pentacampeão em 2002 finalizou a preparação com goleada, após passar por uma difícil Eliminatória.
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Antes de embarcar para Coreia do Sul e Japão, a última partida da Seleção, então comandada por Luiz Felipe Scolari, o Felipão, foi contra a Malásia. Em Kuala Lumpur, o Brasil venceu os donos da casa por 4 a 0, com gols de Edilson Capetinha, Denílson, Juninho Batista e Ronaldo.
Em 2026, o Brasil ainda encara o Egito, já nos Estados Unidos, no dia 6 de junho como um último compromisso antes da estreia na Copa do Mundo, no dia 13, contra o Marrocos.
Mas as coincidências começam desde o início do ciclo pré-Copa do Mundo. Depois da derrota na final de 1998, Zagallo acabou demitido e, até o Mundial de 2002, o Brasil teve quatro treinadores: Vanderlei Luxemburgo, Candinho, Emerson Leão e Felipão.
Já após a derrota diante da Croácia, pelas quartas da Copa do Mundo de 2022, Tite foi demitido após dois ciclos. Outros três técnicos passaram pelo comando da Canarinho até a chegada de Carlo Ancelotti: os interinos Ramon Menezes e Fernando Diniz e, na sequência, Dorival Jr.
Para o Mundial de 2002, a classificação veio só na última rodada das Eliminatórias, contra a Venezuela. Para a Copa deste ano, a vaga foi confirmada com um pouco mais de antecedência, mas já na antepenúltima rodada, contra o Paraguai.
Os também foram marcados por momentos conturbados na política da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), impulsionados pelos fracassos em campo. Entre 2000 e 2001, o então presidente da entidade, Ricardo Teixeira, foi convocado a duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), a do Futebol e a da Nike. Na última, teve os sigilos bancário e fiscal quebrados.
Já o atual ciclo viu o afastamento de Ednaldo Rodrigues da presidência da CBF, por suspeita de irregularidades na eleição em que venceu. Rodrigues foi inicialmente deposto em dezembro de 2023, mas reconduzido já em janeiro de 2024, por determinação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.
Em maio de 2025, foi novamente afastado do cargo, desta vez por decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ).
Outra semelhança à campanha vitoriosa de 2002 é a má fase de alguns dos principais nomes da Seleção. Na ocasião, Rivaldo era alvo de críticas pelo futebol aquém do demonstrado em seu clube, o Barcelona, e chegou a ser hostilizado pela torcida. No atual ciclo, o atacante Vinícius Jr também foi apontado pelo desempenho abaixo do esperado, diferentemente do que demonstra com a camisa do Real Madrid.
Para os mais supersticiosos, os sinais estão aí. A Seleção Brasileira embarcou na última segunda-feira, 1º, aos Estados Unidos, e está nos preparativos finais para encerrar a preparação para a estreia na Copa do Mundo de 2026.