Aleksander Ceferin mudou de ideia e buscará um quarto mandato na presidência da Uefa, conforme anunciado às federações filiadas nesta quinta-feira (8). O esloveno, no cargo desde 2016, havia descartado a reeleição após mudanças estatutárias polêmicas que viabilizaram sua permanência. A decisão surge em meio a tensões com Gianni Infantino, da Fifa; embora não planeje disputar o comando da entidade mundial diretamente, Ceferin articula um nome de consenso para desafiar a liderança de Infantino.
Aleksander Ceferin decidiu tentar mais uma reeleição para a presidência da Uefa. O dirigente esloveno comunicou a intenção durante uma reunião em Berlim nesta quinta-feira (8) com representantes das 55 federações nacionais filiadas à entidade.
Dessa maneira, a decisão muda o posicionamento adotado por Ceferin em fevereiro de 2024. Na ocasião, o presidente havia afirmado que não buscaria um novo mandato, depois de uma mudança no estatuto da Uefa abrir a possibilidade para que ele permanecesse no cargo por mais um período.
Ceferin assumiu a presidência da Uefa pela primeira vez em 2016. A alteração das regras gerou críticas justamente porque permitia ao dirigente disputar um quarto mandato, algo que não estava previsto anteriormente.
Nos últimos meses, porém, os rumores sobre a continuidade do esloveno ganharam força. O movimento aconteceu em meio ao aumento da tensão entre a Uefa e Gianni Infantino, presidente da Fifa. A entidade europeia chegou a trabalhar para encontrar alternativas à atual liderança do futebol mundial.
Infantino, por sua vez, desistiu de um projeto que previa a venda de participações em competições da Fifa para investidores privados. A proposta recebeu forte resistência dentro e fora da entidade.
Apesar das divergências, Ceferin não pretende disputar diretamente a presidência da Fifa contra Infantino. O dirigente mantém a intenção de ajudar a encontrar um nome de consenso para enfrentar o atual presidente na eleição marcada para março do próximo ano.
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