Carlo Ancelotti tenta se justificar após derrota do Brasil na Copa: 'Não é o fim'

Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira, rompe o silêncio após ser cobrado por atitude em jogo do Brasil contra a Noruega

6 jul 2026 - 11h10

A eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega por 2 a 1, nas oitavas de final da Copa do Mundo, gerou fortes debates sobre os rumos da equipe. Com isso, os torcedores passaram a questionar duramente as escolhas táticas feitas pelo técnico Carlo Ancelotti. Em uma entrevista coletiva bastante esclarecedora após o apito final, o treinador italiano revelou que o plano de jogo visava anular a principal estrela adversária, o centroavante Erling Haaland. No entanto, a estratégia acabou sacrificando a postura ofensiva do time canarinho.

Getty Images
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Foto: Mais Novela

Nesse sentido, o comandante detalhou os motivos de não ter pressionado o rival no campo de ataque. "Era muito mais complicado fazer a pressão alta, porque a Noruega tinha muitos jogadores atrás. Então, fazer a pressão alta, era um risco para a velocidade de Haaland no um contra um", justificou o técnico europeu.

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Carlo Ancelotti explica critérios por trás do pênalti

Além de comentar a postura defensiva, Carlo Ancelotti fez questão de explicar a polêmica cobrança de pênalti desperdiçada pelo Brasil. Muitos especialistas criticaram a ausência de batedores mais experientes no momento crucial. Por isso, o treinador acionou os microfones para blindar o volante Bruno Guimarães e afastar qualquer boato de improvisação nos vestiários.

De acordo com o comandante, a comissão técnica baseou-se em relatórios precisos antes de a bola rolar. "Fizemos uma estatística dos melhores cobradores da Seleção. Entre os que estavam em campo, Bruno Guimarães era o melhor colocado para cobrar o pênalti", afirmou o líder da comissão técnica.

Tristeza profunda e o recado sobre o futuro

Apesar do forte abalo com o resultado negativo precoce, o experiente treinador procurou transmitir uma mensagem de otimismo para o torcedor brasileiro. Para ele, o elenco apresentava plenas condições de lutar pelo título nos Estados Unidos. "É óbvio que estamos todos profundamente tristes. Fazíamos um bom Mundial até aqui e também poderíamos ter vencido hoje. Quando acontecem derrotas assim, é o começo de uma nova aventura. Temos que seguir trabalhando, melhorando. Encontrar novas ideias. Creio que não é o fim, é o princípio de um novo ciclo", frisou. Na sequência, ele completou: "Eu acho que com essa equipe, o Brasil poderia ter competido até a final".

Para concluir, o comandante italiano indicou que o planejamento para os próximos anos envolverá uma transição gradual de peças. Portanto, a mescla entre juventude e experiência será o pilar da reconstrução. "Acredito que temos ótimos jovens para o futuro da Seleção Brasileira", pontuou. Logo depois, ele encerrou projetando os próximos passos da CBF: "Temos que lidar com a tristeza agora e depois pensar como vai ser o futuro desta seleção que tem um grupo bastante sólido de jovens, além de alguns veteranos que podem continuar".

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