Banda indie celebra retorno da Escócia à Copa do Mundo após 28 anos com música: 'Finalmente estamos de volta'

Mesmo sem grandes chances de avançar no Mundial, torcedores escoceses deram tudo de si nesta Copa

24 jun 2026 - 09h58
Grupo indie Belle and Sebastian
Grupo indie Belle and Sebastian
Foto: Anna Isola Crolla

Chegando à terceira e última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo 2026, já podemos afirmar que nesta edição os times azarões dominaram os primeiros jogos. Dentro de campo, o empate entre Cabo Verde e Espanha e o primeiro gol da estreante Curaçao contra a Alemanha foram mais surpreendentes que muito resultado positivo de gigantes do futebol. Fora de campo, vale o destaque para o desempenho de uma torcida específica: os eufóricos escoceses que celebram o retorno a um Mundial após 28 anos. 

É verdade que os resultados da Escócia, adversária do Brasil nesta quarta-feira, 24, não são dos mais animadores. Mas para os torcedores que secaram o estoque de cerveja de bares de Boston, nos Estados Unidos, isso pode ficar em segundo plano. A volta à Copa é motivo suficiente para comemorar, mesmo que a participação só dure alguns jogos.

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Foi esse clima de euforia de uma população apaixonada por futebol que a banda indie Belle and Sebastian quis captar e transmitir com a música It Only Takes One Lion, lançada pouco antes do início da competição. Chris Geddes, tecladista do grupo, conversou com o Terra sobre a canção, que foi composta pelo vocalista, Stuart, um dia após a Escócia se classificar sobre a Dinamarca. 

“O jogo contra a Dinamarca foi realmente eufórico, porque foi incomum para a Escócia. Nós não nos classificamos para uma Copa do Mundo desde 1998 e, geralmente, quando estávamos em uma situação em que precisávamos vencer o último jogo, as coisas iam dando errado. Mas em vez disso, contra a Dinamarca, deu tudo certo. Nós marcamos gols icônicos e havia uma sensação incrível de tipo ‘finalmente estamos de volta!’”, conta. 

Chris tinha 22 anos na última Copa da Escócia. Ele descreve a idade como a de ser “fã de futebol”. Naquela edição, coincidentemente, a seleção escocesa estava no mesmo grupo do Brasil e Marrocos. 

“Obviamente, na época, o Brasil era um dos maiores favoritos, porque o Ronaldo era provavelmente o melhor jogador do mundo. Então, eu acho que tomamos por certo que perderíamos a partida para o Brasil, mas pensávamos que naquela época poderíamos vencer a Noruega, e o futebol africano não era considerado um nível muito bom, então também assumimos que poderíamos vencer o Marrocos”, relembra. 

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Mas o Marrocos não só ganhou como deu uma goleada de 3 a 0 sobre o "Tartan Army" (Exército Tartã, na tradução para o português) – apelido dado à seleção escocesa.

Para a Copa de 2026, Chris não carrega tanto otimismo. Ele conversou com o Terra antes da partida contra o Marrocos e já tinha em mente que a Escócia iria perder o jogo: dito e certo, mas, dessa vez, a seleção africana marcou apenas um gol. 

Curiosamente, o time escocês deve entrar em campo esta noite contra o Brasil sem muita expectativa por parte de sua torcida. Mas nesta campanha, os próprios torcedores escoceses conseguiram fazer com que outros fãs de futebol coloquem a Escócia como um time pelo qual vibrar. 

Ao menos é o que podemos ver na seção de comentários da música It Only Takes One Lion de Belle and Sebastian no Youtube. Mais do que escoceses torcendo por sua nação, há vários comentários de pessoas de outros países desejando sorte à equipe. Saudações da Argentina, México, Canadá e até Brasil aparecem entre as mensagens.

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“Como uma banda, estamos conscientes de que temos uma audiência internacional e isso significa muito. Definitivamente, o fato de que a música que fazemos se conecta com pessoas de todo o mundo significa muito para nós”, comenta Chris Geddes. 

“É engraçado, eu acho que, de certa forma, os apoiadores da seleção da Escócia são similares entre si. Nós fazemos amigos em todo o mundo e por essa razão as pessoas lutam pelo time a um certo ponto que de certa forma é engraçado porque eu sinto que o time em si, mesmo que haja alguns bons jogadores, não é como se jogássemos o futebol mais emocionante do mundo”, confessa o tecladista. 

A banda Belle and Sebastian já esteve no Brasil algumas vezes e, segundo Chris, sempre foram muito bem recebidos. A primeira vez foi em 2001 e a última já faz mais de 10 anos, em 2015. O tecladista detalha que espera incluir o País numa próxima turnê. 

“Acho que alguns dos nossos concertos mais memoráveis e algumas das melhores conexões que já tivemos com uma audiência foi quando tocamos no Brasil”, afirma.

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Fonte: Portal Terra
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