O Conselho Deliberativo do Flamengo aprovou a renovação do patrocínio com a Shopee até o fim de 2027, garantindo R$ 14 milhões anuais ao clube. Apesar da expressiva votação favorável, a reunião foi marcada pelo clima de tensão política: o atual presidente, Bap, abandonou o plenário antes do pronunciamento do ex-mandatário Rodolfo Landim, que retornou ao ambiente interno do clube via decisão judicial e criticou a gestão financeira e as projeções de déficit para 2026.
O Flamengo avançou no planejamento comercial para a próxima temporada e definiu a continuidade de uma parceria importante no uniforme. Em reunião do Conselho Deliberativo realizada na Gávea, na última terça-feira (3), os conselheiros aprovaram a renovação do contrato de patrocínio com a Shopee.
A empresa seguirá estampada nas mangas das camisas das equipes masculina, feminina e sub-20 até o fim de 2027. O novo acordo prevê o pagamento de R$ 14 milhões por ano, um aumento de R$ 1 milhão em relação ao vínculo atual. Além disso, a participação do clube nas vendas realizadas pelo programa de afiliados da plataforma subirá de 5% para 8%.
A renovação recebeu 287 votos favoráveis, dois contrários e duas abstenções. Apesar da aprovação expressiva, o encontro foi marcado por um episódio de tensão envolvendo o atual presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, e o ex-mandatário Rodolfo Landim.
O momento de maior repercussão ocorreu quando Landim se encaminhou ao palco para fazer um pronunciamento. O ex-presidente voltou a questionar a condução financeira do clube e cobrou explicações sobre o pagamento de premiações aos jogadores em caso de conquista do Campeonato Brasileiro. Bap, por sua vez, levantou-se e deixou o salão antes da fala do antigo dirigente.
Segundo o ge, foi a primeira vez desde que assumiu a presidência, no início de 2025, que Bap não discursou em uma reunião do Conselho Deliberativo. A saída surpreendeu os quase 300 conselheiros presentes e ampliou a repercussão do embate nos bastidores da Gávea.
Landim retomou espaço na vida política do Flamengo após conseguir na Justiça o direito de voltar ao ambiente interno do clube. O ex-presidente havia sido expulso pela atual gestão e, desde então, mantém críticas à administração de Bap.
A discussão acontece em meio às projeções financeiras para 2026. O clube trabalha com a possibilidade de fechar o ano no vermelho, cenário que motivou cobranças de Landim. A atual diretoria, por outro lado, sustenta que as receitas recorrentes cresceram e que os indicadores de endividamento permanecem em níveis administráveis, conforme apresentado no balancete do terceiro trimestre.