"Seria titular absoluto": Hernane Brocador relembra Flamengo e projeta espaço no time atual

Ídolo rubro-negro também abriu o jogo sobre arrependimento por saída em 2014 e cobrou falta de chances na Seleção Brasileira

23 jun 2026 - 21h26
Hernane Brocador viveu grandes momentos com a camisa do Flamengo –
Hernane Brocador viveu grandes momentos com a camisa do Flamengo –
Foto: Divulgação/Flamengo / Jogada10

O ex-atacante Hernane Brocador relembrou com detalhes a sua marcante trajetória vestindo a camisa do Flamengo entre as temporadas de 2012 e 2014. Em entrevista exclusiva concedida ao portal "Coluna do Fla", o eterno camisa 9 da Gávea demonstrou imensa confiança no futebol que apresentou no auge da carreira. Ao analisar o atual elenco rubro-negro na temporada de 2026, o artilheiro afirmou convictamente que conquistaria uma vaga na equipe principal sem grandes dificuldades.

"Eu seria titular com os meus números, titular absoluto. Eu creio que sim. Se a gente for olhar os números, quantos jogos eu tenho pelo Flamengo? São 85, 87 jogos. Tenho 45 gols, uma média de praticamente um gol a cada dois jogos. Então, se futebol for números, eu tenho. Isso é matemática, entendeu?", cravou o ex-jogador.

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O goleador baseia sua análise no desempenho avassalador que registrou no ano de 2013, quando disputou 58 partidas oficiais e balançou as redes adversárias em 36 oportunidades. Na visão do ex-atleta, os dados comprovam que ele possuía uma eficiência incomum na área.

"E eu não precisava de três ou quatro chances. Se a gente ganhasse do Remo por 3 a 0 e io tivesse três chances, fazia três gols. Eu provei isso contra os grandes do Brasil: fiz gol contra Fluminense, Botafogo, Vasco, os grandes do Rio. Contra o Corinthians, fiz cinco ou seis gols", acrescentou Hernane.

Arrependimento por saída do Flamengo

Apesar do enorme sucesso e da idolatria construída no Rio de Janeiro, o atacante optou por deixar o clube carioca em agosto de 2014 para assinar com o Al Nassr, da Arábia Saudita. Olhando para o passado, o ex-jogador admitiu abertamente o profundo arrependimento por ter aceitado a proposta do clube do Oriente Médio, detalhando os bastidores pesados que encontrou por lá.

"Sim, me arrependo, porque fui para um clube que, para falar a verdade, eu já sabia como era. Sabia que era um clube enrolado, que tinha problemas e tudo mais. Eu chego lá e acontece o mesmo problema que vários jogadores tiveram. O próprio Matheus, filho do Bebeto, me falou: 'Hernane, meu pai jogou nesse clube, e os caras têm problema de atraso de pagamento'. E não é por falta de dinheiro, não. Eles fazem de sacanagem", revelou o atacante.

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Os problemas extracampo na Ásia superaram os limites financeiros e atingiram o âmbito pessoal do atleta brasileiro, incluindo restrição de liberdade.

"Lá, se o dirigente olha para a sua cara e não gosta de você, esquece. Te tira do time, traz outro e tchau. É assim. Se estiverem te devendo, mandam você reclamar na FIFA. Eles têm dinheiro e têm poder. Os caras lá são complicados. (…) Eu fiquei quatro meses sem receber. Os treinos já eram muito ruins. Se eu parasse de treinar, seria pior ainda. O nível dos treinamentos era muito abaixo. Eles prenderam meu passaporte. Fiquei mais de 30 dias com o passaporte retido. Foi por isso que me arrependi de ter saído do Flamengo naquele momento", desabafou.

Hernane Brocador viveu grandes momentos com a camisa do Flamengo –
Foto: Divulgação/Flamengo / Jogada10

Sonho frustrado de defender a Seleção Brasileira

O excelente momento vivido no futebol carioca em 2013 gerou uma enorme expectativa popular por uma convocação para a Seleção Brasileira. O atacante relembrou que grande parte da imprensa especializada e os torcedores pressionavam o técnico Luiz Felipe Scolari por uma oportunidade nos amistosos preparatórios realizados no país, algo que ele julga que era por puro merecimento de momento.

"Cheguei, sim. Os repórteres, a mídia, o torcedor, todos pediram o Brocador para os dois amistosos que tiveram no Brasil, no ano de 2013. Só que, infelizmente, o Brocador não teve essa oportunidade. Eu acho que o treinador, na época era o Felipão, chegaram a perguntar a ele nessa época, mas eu não lembro a resposta dele. Mas creio eu que, para a Copa do Mundo, não. Tinham muito mais jogadores na minha frente. Mas a convocação, quantos e quantos jogadores não foram merecidos e estavam lá? E eu vestindo a camisa do Flamengo. É o que eu falo. Se a camisa do Flamengo não colocou um jogador na Seleção, qual outro time que colocaria? Se fosse por número, sim. Eu estava no maior do Brasil. Era o artilheiro do Brasil", concluiu Hernane.

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