Remédio da esposa de Jorginho pode ter causado toda a polêmica

31 out 2026 - 22h07
Resumo
O volante Jorginho, do Flamengo, teria usado por engano um remédio diurético da esposa, o que explicaria a suspeita de doping em exame da Conmebol. A substância é proibida por mascarar outros compostos, mas a versão pode ajudar na defesa do atleta, que contratou assessoria jurídica para acompanhar a contraprova. Apesar dos rumores de suspensão em meio à disputa do Brasileirão, tanto o clube rubro-negro quanto a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem negam ter recebido qualquer notificação oficial.

Uma informação envolvendo um medicamento utilizado pela esposa de Jorginho pode ajudar a explicar a polêmica sobre um suposto caso de doping do volante do Flamengo. A informação foi divulgada pelo jornalista Jorge Nicola, na quarta-feira (28). Segundo ele, jogadores do Flamengo teriam tomado conhecimento de que Jorginho utilizou, por engano, um medicamento pertencente à esposa. Essa seria uma das explicações apresentadas para o suposto resultado adverso.

Foto: Jorginho Flamengo ( Gilvan de Souza/Flamengo) / Gávea News

Uma das fontes consultadas por Nicola afirmou que a substância envolvida seria um diurético. O nome do medicamento, entretanto, não foi divulgado, e a versão não recebeu confirmação oficial do jogador ou das entidades responsáveis pelo controle antidopagem.

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Os diuréticos são medicamentos utilizados em diferentes tratamentos médicos, principalmente em situações relacionadas à retenção de líquidos e à pressão arterial. Algumas dessas substâncias também aparecem na lista de produtos proibidos pela Agência Mundial Antidopagem (WADA).

A restrição ocorre porque os diuréticos podem aumentar a eliminação de água pela urina e interferir na identificação de outras substâncias durante os exames. Por esse motivo, são classificados entre os diuréticos e agentes mascarantes.

Entre os exemplos de substâncias proibidas estão furosemida, hidroclorotiazida e espironolactona. Não existe, contudo, qualquer confirmação de que Jorginho tenha utilizado algum desses medicamentos.

A suspeita envolvendo o volante começou a circular em 23 de outubro, quando o jornalista Thiago Asmar, conhecido como Pilhado, afirmou que o jogador teria apresentado um resultado adverso em exame antidopagem da Conmebol. Na ocasião, também foi divulgada a possibilidade de realização de uma contraprova na terça-feira (27).

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Posteriormente, Jorge Nicola informou que o procedimento já teria sido realizado e que o resultado ainda era aguardado. O jornalista também afirmou que Jorginho havia contratado um especialista em direito esportivo para acompanhar a situação.

A informação sobre o suposto uso acidental do medicamento é importante porque poderia influenciar uma eventual defesa do jogador.

Pelas regras antidopagem, o atleta tem responsabilidade pelas substâncias encontradas em seu organismo. Isso significa que a ingestão de um medicamento por engano não garante automaticamente que uma possível punição seja descartada. Caso uma infração seja confirmada, as autoridades responsáveis precisam avaliar as circunstâncias do episódio, a substância identificada e o grau de culpa do jogador.

A depender das provas apresentadas, uma eventual suspensão pode ser reduzida ou até eliminada, caso sejam preenchidos os requisitos previstos nas normas antidopagem. O cenário, entretanto, ganhou novos elementos neste sábado (31).

A Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) informou não ter recebido nenhuma notificação oficial relacionada a um possível resultado positivo envolvendo Jorginho.

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O Flamengo também declarou que não foi comunicado pela Conmebol sobre qualquer irregularidade envolvendo o meio-campista. Segundo as informações divulgadas, o departamento de futebol rubro-negro desconhece uma solicitação de contraprova relacionada ao jogador.

As declarações contrastam com as informações apresentadas anteriormente sobre a suposta realização do procedimento.

É importante destacar que a ausência de comunicação à autoridade brasileira não significa, necessariamente, que uma investigação internacional esteja descartada. A Conmebol possui competência para conduzir procedimentos antidopagem nas competições sob sua responsabilidade.

Para o Flamengo, uma eventual suspensão de Jorginho poderia representar um problema esportivo na reta final da temporada. O volante é utilizado pelo técnico Leonardo Jardim e integra o elenco que disputa o título do Campeonato Brasileiro.

Em 2026, o meio-campista soma 37 partidas, quatro gols e três assistências.

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