Diante da chance de uma final inédita da Libertadores entre Flamengo e Fluminense, que disputam as semifinais contra Independiente del Valle e Palmeiras, o ídolo rubro-negro Maestro Júnior minimizou a rivalidade. Campeão pelo clube em 1981, ele afirmou que o adversário não importa, pois a prioridade absoluta do Flamengo deve ser alcançar a decisão da competição mais representativa da América do Sul.
A possibilidade de um Fla-Flu na decisão da Libertadores já começa a mexer com a memória dos torcedores. Flamengo e Fluminense estão em lados diferentes da chave e podem se encontrar na final da competição, caso avancem em seus respectivos confrontos nas semifinais.
Para o Maestro Júnior, porém, o mais importante para o Flamengo é chegar à decisão, independentemente de quem estiver do outro lado. Em declaração sobre a possibilidade de um clássico carioca valendo o título continental, o ex-jogador destacou o peso da Libertadores e afirmou que a presença na final deve ser a prioridade do Rubro-Negro.
— Mais importante é o Flamengo estar no final. É a maior conquista, né? Eu acho que é o título mais representativo da América do Sul, né? Na nossa época ainda tinha certos problemas em relação à Libertadores, hoje não. Hoje a Libertadores realmente é a competição mais importante da América do Sul. Acho que por isso que os clubes todos têm esse objetivo. E, para o torcedor, eu acho que mais ainda.
O cenário para uma final entre os rivais cariocas depende do desempenho dos dois clubes nas semifinais. O Flamengo ainda precisa confirmar a classificação diante do Independiente del Valle, enquanto o Fluminense terá o Palmeiras pela frente.
Caso ambos avancem, a Libertadores terá uma final inédita entre Flamengo e Fluminense. O confronto também colocaria frente a frente dois clubes que já protagonizaram partidas importantes no futebol brasileiro, mas que nunca disputaram uma decisão da principal competição sul-americana.
Júnior conhece bem o peso de uma Libertadores para o Flamengo. O ex-lateral foi campeão da competição pelo clube em 1981, na histórica campanha que terminou também com o título mundial. Décadas depois, o torneio ganhou outra dimensão no futebol sul-americano, algo destacado pelo próprio ídolo rubro-negro.