O técnico Leonardo Jardim manifestou confiança na ida do Flamengo à final da Libertadores contra o Palmeiras por vias jurídicas. Eliminado pelo Estudiantes, o clube acionou a Conmebol alegando a escalação irregular do zagueiro Marcos Rojo, barrado pela Fifa mas liberado provisoriamente pelo TAS. O Rubro-Negro pede vitória por 3 a 0 com base em precedentes da entidade, enquanto os argentinos defendem o respaldo do tribunal. Uma reviravolta depende da anulação da vaga antes da decisão em Montevidéu.
A disputa envolvendo a última vaga na final da Libertadores de 2026 continua movimentando os bastidores do futebol sul-americano. Eliminado pelo Estudiantes na semifinal, o Flamengo ainda busca uma maneira de disputar a decisão contra o Palmeiras, marcada para novembro.
Nesta segunda-feira (26 de outubro), o técnico Leonardo Jardim comentou a possibilidade de o Rubro-Negro conseguir a classificação por meio de uma decisão jurídica.
Durante a entrevista coletiva após a vitória por 3 a 2 sobre o Atlético-MG, pelo Campeonato Brasileiro, o treinador português demonstrou confiança na possibilidade de uma mudança no cenário.
"Eu acredito que é possível (chegar à final da Libertadores), mas esse assunto está sob nosso departamento jurídico e eu não vou me alongar", afirmou Jardim.
A declaração acontece em meio à disputa envolvendo a inscrição do zagueiro Marcos Rojo, utilizado pelo Estudiantes no confronto de volta da semifinal, disputado na quinta-feira (22 de outubro), no Maracanã.
O defensor teve sua inscrição inicialmente recusada pela Conmebol. A entidade consultou a Fifa e entendeu que a transferência não atendia às regras relacionadas ao período de registros de jogadores.
Diante da negativa, o Estudiantes recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), que autorizou provisoriamente a participação de Rojo na partida contra o Flamengo.
A decisão foi concedida em 21 de outubro, um dia antes do confronto. A autorização, contudo, não representou um julgamento definitivo sobre a regularidade da inscrição.
Após a eliminação nos pênaltis, o Flamengo apresentou uma reclamação formal à Conmebol, solicitando a aplicação de uma derrota administrativa por 3 a 0 ao clube argentino.
O Rubro-Negro argumenta que a escalação do defensor foi irregular e utiliza precedentes da própria entidade para sustentar sua reivindicação. Um dos casos citados envolve o Santos, punido na Libertadores de 2018 pela utilização de Carlos Sánchez.
Por sua vez, o Estudiantes sustenta que escalou Rojo amparado por uma autorização provisória do TAS.
Uma eventual mudança na classificação depende do reconhecimento da irregularidade e da aplicação de uma punição esportiva capaz de modificar o resultado da semifinal.
Enquanto aguarda os desdobramentos do processo, o Flamengo concentra suas atenções no Campeonato Brasileiro. A vitória sobre o Atlético-MG levou a equipe aos 70 pontos, um a mais que o Palmeiras, segundo colocado.
A final da Libertadores está marcada para sábado (28 de novembro), no Estádio Centenário, em Montevidéu. Até o momento, Palmeiras e Estudiantes permanecem como os participantes da decisão.