Flamengo emite nota oficial envolvendo Vasco, Palmeiras e Crefisa

28 ago 2026 - 16h52
Resumo
O Flamengo manifestou apoio à investigação da ANRESF sobre a venda da SAF do Vasco a Marcos Lamacchia, enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras. O órgão apura conflitos de interesse e impôs restrições a transferências e operações financeiras entre os clubes e empresas ligadas à Crefisa. Para o Rubro-Negro, a apuração é fundamental para assegurar a integridade, o fair play e o equilíbrio competitivo nas competições do futebol brasileiro.

O Flamengo decidiu se posicionar depois que a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) iniciou um procedimento para apurar a negociação envolvendo a SAF do Vasco. A possível transferência de 90% do controle para o grupo liderado por Marcos Lamacchia despertou atenção no cenário nacional, e o Rubro-Negro apoiou publicamente a iniciativa da entidade.

Foto: (Imagem: Matheus Lima/Vasco) / Gávea News

O empresário está no centro da análise por sua ligação familiar com Leila Pereira, presidente do Palmeiras. Marcos Lamacchia é filho de José Roberto Lamacchia, marido da dirigente palmeirense. Diante dessa relação, a ANRESF busca verificar se a operação poderia criar algum tipo de influência ou dependência entre clubes que participam das mesmas competições.

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Enquanto o processo é analisado, foram estabelecidas medidas cautelares envolvendo Vasco e Palmeiras. A determinação impede, entre outras ações, negociações de atletas e operações financeiras entre os clubes, além do compartilhamento de estruturas, funcionários e informações consideradas estratégicas ou sensíveis.

A decisão também alcança a relação financeira do Vasco com empresas vinculadas à Crefisa. O clube carioca está proibido de contratar novos empréstimos ou aumentar operações existentes com companhias ligadas à empresa. Os acordos firmados anteriormente, porém, não são automaticamente anulados pela medida.

Na avaliação do Flamengo, o caso tem impacto que vai além de Vasco e Palmeiras, já que pode afetar diretamente a igualdade nas disputas do futebol brasileiro. O clube citou as regras do Regulamento do Sistema de Sustentabilidade Financeira (RSSF), que passaram a valer em janeiro de 2026, para reforçar a necessidade de preservar a autonomia das equipes e a integridade das competições.

"O Clube de Regatas do Flamengo considera relevante a decisão da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) de instaurar procedimento formal para avaliar eventual conflito de interesses na possível aquisição da SAF do Vasco da Gama por grupo liderado pelo empresário Marcos Lamacchia."

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O Rubro-Negro ainda avaliou que as medidas adotadas durante a investigação precisam considerar não apenas os clubes diretamente envolvidos, mas também empresas que tenham ligação com os grupos econômicos relacionados à negociação. Na nota, o Flamengo citou especificamente a Placar Linhas Aéreas.

A ANRESF terá um período de até 30 dias para finalizar a apuração e apresentar sua conclusão. Até lá, informações financeiras e contratos permanecerão sob sigilo. O Flamengo considera que o desfecho do caso poderá servir como referência para o funcionamento do novo modelo de fiscalização e para o fortalecimento do equilíbrio competitivo no futebol nacional.

Confira a nota na integra

O Clube de Regatas do Flamengo considera relevante a decisão da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) de instaurar procedimento formal para avaliar eventual conflito de interesses na possível aquisição da SAF do Vasco da Gama por grupo liderado pelo empresário Marcos Lamacchia.

A medida reforça preocupação que o Flamengo vem manifestando e que está prevista no Regulamento do Sistema de Sustentabilidade Financeira (RSSF), em vigor desde janeiro de 2026: a necessidade de assegurar a independência dos clubes, a integridade das competições e a aplicação efetiva das regras de Fair Play Financeiro.

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O tema não se restringe aos clubes envolvidos, devendo ser compreendido por todos. A possibilidade de influência, controle ou dependência econômica entre participantes de uma mesma competição gera severa assimetria competitiva, deprime o valor de mercado de ativos em recuperação, distorce a disputa esportiva em curso e cria precedente de risco sistêmico para a integridade das competições e para o mercado de SAFs no país.

O Flamengo considera importante também a adoção de medidas cautelares durante a análise e entende que, para serem plenamente eficazes, elas devem alcançar todas as partes relacionadas aos envolvidos na operação, incluindo empresas controladas direta ou indiretamente pelos mesmos grupos econômicos, como a Placar Linhas Aéreas.

O Flamengo confia na atuação serena, equilibrada e independente da ANRESF e considera que o caso representa importante teste para o novo sistema regulatório do futebol brasileiro e para a construção de um ambiente de maior governança, equilíbrio competitivo e segurança institucional.

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