O plano de aumentar a capacidade do Maracanã encontrou uma barreira nas normas de segurança. Em entrevista coletiva no próprio estádio, antes do confronto contra o São Paulo pelo Campeonato Brasileiro, a presidência do clube revelou que a tentativa de alterar a estrutura das arquibancadas foi vetada.
Desde as obras realizadas para a Copa do Mundo de 2014, o público máximo permitido na arena caiu para 78 mil espectadores. Para tentar abrir espaço à torcida rubro-negra, a diretoria buscou autorização para remover os assentos onde tradicionalmente ficam as torcidas organizadas.
No entanto, os órgãos públicos recusaram a proposta. O presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, confirmou o veto. "Não conseguimos levar adiante o projeto de retirar as cadeiras do setor norte e sul do Maracanã", declarou.
A impossibilidade de expandir o Maracanã acontece em paralelo à desaceleração da futura casa própria, no terreno do Gasômetro. Em recente participação no podcast Barbacast, o dirigente explicou que o principal obstáculo para a construção é o atual cenário econômico e os altos juros no país.
"A gente cuida disso (projeto do estádio) de forma diligente dia sim e outro também. Agora, de lá para cá o custo de oportunidade do dinheiro do Brasil subiu. Eu nunca fui contra o estádio. O que eu disse é o seguinte, não vou fazer um estádio jamais se isso for a custo do Flamengo, virar SAF, ou de quebrar o Flamengo, o clube não ter competitividade esportiva", declarou.
Como o clube possui a concessão para administrar o Maracanã por mais 18 anos, a estratégia oficial é operar com cautela financeira e aguardar um momento de juros mais favoráveis para viabilizar a obra, mantendo o time competitivo.
"O custo de capital para fazer o estádio é maior do que a margem operacional que eu tenho hoje no Flamengo no ano com resultado que todo mundo diz que é disparado o melhor da história que um clube de futebol já teve na América do Sul. Nós temos a concessão do Maracanã ainda por 18 anos. Nós temos tempo e eu sou otimista em relação ao custo do dinheiro no Brasil no futuro", disse o mandatário.